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Rui Rio considera um “escândalo” financiamento da Caixa na OPA à Brisa

31 mar, 2012

Também Jorge Sampaio criticou a operação. O ex-Presidente da República diz que o papel do banco público não deve passar pelo financiamento de compra de acções.

Rui Rio considera um “escândalo” financiamento da Caixa na OPA à Brisa

O presidente da Câmara do Porto considera um escândalo a possibilidade da Caixa Geral de Depósitos poder estar envolvida no financiamento da Oferta Pública de Aquisição (OPA) do grupo Mello à Brisa. Rui Rio diz-se surpreendido e considera o financiamento “inadmissível”.

“Se isto é verdade estou escandalizado, isto é inadmissível. Nem sonhava que semelhante coisa pudesse ser possível”, considerou ontem numa conferência no Porto sobre "Portugal, a crise e o futuro da democracia”.

Bastante cáustico, Rio diz tratar-se de “uma falta de sentido patriótico”, numa altura “em que as empresas portuguesas, o que mais precisam é de crédito”.

As afirmações do antigo vice-presidente do PSD surgem depois do debate quinzenal no Parlamento ter sido dedicado ao tema do financiamento na economia. Na altura, Passos Coelho comentou a OPA à Brisa dizendo que “o negócio é o sinal claro de que os agentes económicos estão interessados em apostar dinheiro na nossa economia”.

O primeiro-ministro disse ainda que à custa da “consolidação orçamental” o país está em “melhores condições” para sustentar o financiamento à economia.
Quem também criticou participação da Caixa Geral de Depósitos no financiamento da OPA à BRISA foi Jorge Sampaio. Para o ex-Presidente da República o papel do banco público não deve passar pelo financiamento de compra de acções.

“Tenho na cabeça há muitos anos qual deve ser a função da Caixa Geral de Depósitos. Tem uma função, um objectivo. Acho que não pode estar a subsidiar compra de acções de outros bancos. Sempre me pareceu que era um desvio”, defende o antigo Presidente da República.

A operação foi anunciada esta semana pelo Grupo José de Mello e pela Arcus. Pretendem adquirir a totalidade da concessionária de auto-estradas, num negócio que poderá atingir os 700 milhões de euros e que tem o apoio do BES, BCP e Caixa.