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Passos Coelho

“Gostaria que as agências de ‘rating’ não fizessem política”

16 jan, 2012 • Susana Martins

Sexta-feira a Standard & Poor’s cortou o “rating” de vários países europeus, incluindo o de Portugal, que desceu para “lixo”.
“Gostaria que as agências de ‘rating’ não fizessem política”

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou hoje que a agência de notação financeira Standard & Poor’s usou a sua actividade "para fazer política, o que é perigoso".

O chefe de Estado falou à entrada para um encontro com embaixadores árabes, em Lisboa, onde justificou que “os cinco parâmetros críticos que a própria agência de notação tinha, no primeiro trimestre do ano passado, enunciado como relevantes para, ou rever a notação e baixá-la ou estabilizar a notação, foram cumpridos favoravelmente por Portugal.”

“Aquilo que a própria agência considerava que era importante para avaliar o “rating” do país melhorou”, salientou Passos Coelho.

A Standard & Poor’s cortou o “rating” de Portugal para “lixo” na semana passa, motivando a indignação do primeiro-ministro. A agência "acha que as coisas não correm bem em Portugal porque não correm bem na Europa e por isso baixou a avaliação à Espanha, à Itália, a outros países, de modo a tornar a vida mais difícil aos países na “Europa", argumentou.

Passos Coelho concluiu que estas decisões "não ajudam, sobretudo quando se revestem de um carácter político, e eu gostaria que as agências de ‘rating’ não fizessem política”.