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Ministra das Finanças critica programa do PS, mas admite que não o leu

25 ago, 2015

Perante os "alunos" do PSD, Maria Luís Albuquerque rejeitou a "receita" socialista para os próximos anos, afirmando que falhou "rotundamente" no passado.
Ministra das Finanças critica programa do PS, mas admite que não o leu

A ministra das Finanças criticou esta terça-feira o programa eleitoral do PS. Mas Maria Luís Albuquerque admitiu que ainda não leu o documento na íntegra.

"O programa todo não li. Li algumas coisas daquilo que são os documentos que o PS tem vindo sucessivamente a publicar e alguns comentários sobre os mesmos", disse na Universidade de Verão do PSD.

"Aquilo que me parece merecer maior preocupação é o facto de se voltar a defender um modelo que, manifestamente, não resulta. O consumo interno como motor de crescimento, o aumento da despesa pública como motor de crescimento foi, precisamente, o erro que nos conduziu ao problema de 2011 e isso é uma fonte de preocupação."

Perante os "alunos” do PSD, Maria Luís Albuquerque rejeitou a "receita" socialista para os próximos anos, lembrando a forma como as propostas do PS "falharam tão rotundamente" no passado.

"Como é possível que um partido se apresente aos portugueses com propostas que falharam tão rotundamente quando aplicadas no passado? E como é possível que se afirme agora que sim, agora resulta. Porquê? O mundo já não é global? A competitividade deixou de ser importante? Já não vivemos numa economia aberta? Porque haveriam os portugueses de acreditar que exactamente a mesma receita que conduziu ao desastre de 2011 produziria agora resultados diferentes? Simplesmente, não é credível", afirmou.

Nem "acaso", nem "azar"
Maria Luís Albuquerque centrou a sua aula de "Finanças Públicas Sustentáveis" na oposição entre o programa socialista e o programa da coligação PSD/CDS-PP, recordando o passado e os anos que antecederam Abril de 2011, quando Portugal se viu obrigado a pedir o terceiro resgate em 40 anos.

"O que aconteceu em Portugal não foi obra do acaso, nem um azar que tivemos", sublinhou a ministra das Finanças, que encabeça a lista da coligação PSD/CDS-PP no distrito de Setúbal para as eleições de 4 de Outubro.

Insistindo na importância de recordar as medidas que o Governo PS adoptou para enfrentar as crises financeiras de 2009 e 2011, Maria Luís Albuquerque recordou as apostas no aumento do consumo público e privado, "como se o país não tivesse problemas de desequilíbrio externo e de excesso de endividamento público e privado.

Maria Luís Albuquerque assegurou que os partidos que compõem a coligação Portugal à Frente, PSD e CDS, querem continuar o trabalho iniciado nos últimos quatro anos, prometendo manter a disciplina das contas públicas e assegurando que querem "baixar a carga fiscal".