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PS prevê criação de 207 mil empregos em quatro anos

19 ago, 2015 • Susana Madureira Martins com Lusa

O secretário-geral do PS assegurou ter as contas feitas aos compromissos eleitorais assumidos.
O PS de António Costa vai mais além no objectivo de criação de emprego do que o PS de José Sócrates. Em 2005, o então candidato a primeiro-ministro previa a criação de 150 mil postos de trabalho no final da legislatura. António Costa prevê mais: 207 mil postos de trabalho criados até 2019, se o PS for governo.

Esta quarta-feira, na sede nacional do partido, em Lisboa, Costa e Mário Centeno, economista que coordenou o cenário macroeconómico do PS, apresentaram "O Quanto, o Quando e o Como do Programa Eleitoral do PS".

De acordo com a simulação apresentada por Mário Centeno, "ao longo da legislatura, o número de empregos que o conjunto de medidas prevê gerar varia entre 29 mil em 2016 e 207 mil em 2019. Este é o impacto das medidas. Na taxa de desemprego este impacto traduz-se numa redução que vai de 0,6 pontos percentuais em 2016 a 3,6 pontos percentuais em 2019”.

A meta agora traçada prevê compensar os 218 mil empregos perdidos pelo actual Governo desde tomou posse, um número avançado no início do mês pela deputada socialista Ana Catarina Mendes.

Com as medidas que o PS irá tomar se for Governo, a previsão é para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,1% em 2017 e uma redução da dívida pública dos 130% do PIB para os 117,9% em 2019.

Contas feitas contra o "radicalismo"
O secretário-geral do PS assegurou ter as contas feitas aos compromissos eleitorais assumidos e acusou a coligação PSD/CDS-PP de preconizar "novas aventuras", de um "radicalismo ideológico", sobretudo na Segurança Social.

O programa socialista "não é um saco de palavras", nem uma "soma de promessas", mas sim "compromissos para a próxima legislatura", garante Costa.

“Nós não temos promessas, nós assumimos compromissos. O conjunto destes compromissos estão hoje avaliados, testados, medidos no seu impacto financeiro e é por isso que estamos em condições de dizer que cumpriremos na próxima legislatura o conjunto de compromissos que assumimos no programa de Governo”, declarou o candidato a primeiro-ministro.

"A construção da confiança não é uma questão de fé", declarou o líder socialista, vincando que o trabalho do PS assenta no "rigor e ambição contra a decadência nacional", e lamentando ainda os quatro anos de "retrocesso" com a governação PSD/CDS-PP.

Para António Costa, a referida "alternativa de confiança não pode assentar em ilusões", mas antes numa "análise séria, realista, de qual é efectivamente a situação do país". 

A opção do PS não é dramatizar "aquilo que já é uma situação dramática", nem "iludir os problemas", disse.