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Governo está a estudar subida do IVA, diz Marques Mendes

23 ago, 2014

Comentador considera que essa não seria uma boa solução nem para a coligação nem para a economia do país.

Governo está a estudar subida do IVA, diz Marques Mendes

O comentador Marques Mendes diz que o PSD está a estudar a hipótese de aumentar a taxa normal do IVA, mas que o CDS se opõe.

No seu habitual comentário na SIC, Marques Mendes refere que não será na terça-feira, dia de conselho de ministros extraordinário, que a questão de um eventual aumento de impostos para o orçamento rectificativo ficará resolvida.

“A intenção da ministra das Finanças é a de passar o IVA dos 23% para os 24%. Claro que o Governo já tinha decidido, no próximo ano, passar o IVA de 23% para 23,25%. Agora, o aumento seria este ano”, disse.

Marques Mendes considera que se este aumento do IVA avançar “é um enorme erro” por parte do Governo. “É um erro político que vai abrir uma brecha na coligação - e em ano eleitoral isso é péssimo”. É também “muito mau para a economia”, que “está a crescer ainda de uma forma muito débil”.

“Não podem ser os contribuintes a pagar a ineficiência e o desleixo dos ministros”, acrescentou.

Como houve novos chumbos do Tribunal Constitucional nos cortes salariais em Maio abriu-se mais um buraco de sensivelmente 500 milhões de euros”.

No entanto, o comentador lembra que até há “uma almofada que permite tapar este buraco sem recorrer ao aumento dos impostos”.

“A receita fiscal do orçamento, felizmente para o Estado e para o Governo, está a crescer mais do que estava previsto. O que significa que, em números redondos, há uma folga na ordem de mil milhões de euros”.

Por outro lado, continua Marques Mendes, “também pode haver um buraco resultante de haver descontrolo na despesa do Estado, nas chamadas gorduras do Estado”.

“No primeiro semestre do ano, segundo números oficiais, a despesa total sem juros devia estar a reduzir-se em 3,9%. Está a subir 0,6%, o que significa uma derrapagem na ordem dos mil milhões de euros”.

Segundo o antigo líder social-democrata “os ministros são pouco poupadinhos e o Ministério das Finanças não está a pôr ordem na casa toda”.