Seguro admite um Governo de coligação e promete referendo

14 ago, 2014

O secretário-geral do PS apresentou a sua moção às primárias do partido e acusou António Costa de criar uma "crise insólita e despropositada" no partido.
Seguro admite um Governo de coligação e promete referendo

O próximo executivo não pode ser “um Governo de turno”. António José Seguro admite liderar um Governo de coligação, que seja aprovado pelos militantes socialistas. Na apresentação da sua moção às eleições primárias do PS, esta quinta-feira, na sede socialista, disse que acreditar que a maioria absoluta está ao alcance do PS, mas, se não conseguir, admite coligações, mas não com qualquer um.

O secretário-geral do PS não "exclui nenhuma força política", nem rejeita acordos no Parlamento caso não consiga maioria absoluta. Mas acrescenta: "não farei acordos com quem defenda a saída da Zona Euro, a destruição do Estado Social" ou as privatizações da RTP, Caixa Geral de Depósitos e Águas de Portugal.

Para que uma possível coligação não tenha por base "arranjinhos de poder ou caprichos pessoais", Seguro admite que a decisão seja alvo de um referendo entre militantes do PS.

Garante ainda que revogará a Contribuição de Sustentabilidade caso a medida não seja chumbada esta quinta-feira pelo Tribunal Constitucional. 

A moção para as primárias de 28 de Setembro recupera o seu programa de Governo apresentado há três meses, no qual defende a aposta no crescimento económico, na estabilidade e na renegociação da dívida. "É o mesmo programa que apresentei aos portugueses em Maio deste ano", disse Seguro, aproveitando para sublinhar a "coerência" das suas intenções.

Na sua apresentação, o secretário-geral do PS deixou novas críticas seu adversário nas primárias, acusando Costa de criar uma "crise insólita e despropositada" no partido.

Na moção que apresentou na passada terça-feira, também na sede do PS, António Costa defendeu o lançamento de um programa de reformas a tempo parcial, uma agenda para a década, "uma nova atitude na Europa" e "um Programa de Recuperação Económica".

No mesmo dia, Seguro acusou Costa de copiar as suas propostas e discurso. Acrescentando que "90%" das ideias que Costa colocou na moção são medidas que o próprio e a direcção do PS têm apresentado "nestes três anos".

[notícia actualizada às 13h00]