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Ministro da Administração Interna mantém silêncio sobre manifestação dos polícias

07 mar, 2014

Para a oposição o protesto de quinta-feira, que reuniu milhares de polícias em frente ao Parlamento, é a evidência da fragilidade em que o sector se encontra.
Ministro da Administração Interna mantém silêncio sobre manifestação dos polícias

O ministro da Administração Interna não faz qualquer declaração sobre a manifestação das forças de segurança. A informação foi prestada à Renascença por fonte do gabinete de Miguel Macedo.

O Governo não comenta, mas na oposição sucedem-se as reacções.

A deputada do Bloco de Esquerda, Cecília Honório, considerou que, perante a dimensão da manifestação de polícias, o ministro da Administração Interna deve criar condições necessárias para que as forças de segurança cumpram a sua missão.

Em declarações à agência Lusa, a propósito da manifestação de quinta-feira em frente ao parlamento, que causou 10 feridos e duas pessoas foram identificadas por desacatos, o Bloco de Esquerda (BE), pela voz de Cecília Honório, disse que entende as razões do protesto das forças de segurança.

"Os polícias vieram para a rua dar conta de que não têm as condições para a garantia da missão que desempenham. Não nos podemos esquecer que eles são responsáveis pela segurança das pessoas", sublinhou. 

Segundo Cecília Honório, o Governo deve criar as condições necessárias para que os elementos das forças de segurança, vítimas das políticas de austeridade, consigam desempenhar a sua missão.

"Foi uma grande manifestação e a expectativa única, a possível, é de que o senhor ministro da Administração Interna entenda as razões do protesto e responda àquilo que está sobre a mesa e que são as condições necessárias para que as forças de segurança desempenhem as suas funções com dignidade", concluiu. 
 
Na mesma linha, o secretário-nacional do PS considerou que a manifestação de polícias demonstra que estes profissionais estão "num ponto limite" e instou o Governo a concentrar-se na resolução dos problemas das forças de segurança.“Desta vez o Governo não tem desculpa para não se concentrar na resolução dos problemas das forças de segurança, que estão num ponto limite, em que as linhas vermelhas já foram ultrapassadas", afirmou.

Segundo António Galamba, o Governo está a criar uma situação insustentável porque alimenta o desespero e a revolta das forças de segurança com as suas políticas. 

O socialista considera que há muitos sindicatos que têm dificuldades em conter os seus associados em termos de iniciativas."Quando se cria uma situação tão débil, tão frágil onde já nem os sindicatos muitas vezes conseguem conter os seus associados está-se a dar passos fortes para a anarquia, para a desorganização e uma desestabilização muito complicada, porque com a segurança dos portugueses não se deve brincar", sublinhou.