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Cidadão constituído arguido por interromper Passos no Parlamento

Por ter interrompido o primeiro-ministro em dois debates quinzenais, Ivo Margarido incorre em penas de um a oito anos de prisão, pelo crime de coacção contra órgãos constitucionais, e até três anos, por perturbação do funcionamento de órgão constitucional.
21-12-2013 9:57
O cidadão que interrompeu o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho em dois debates quinzenais no Parlamento foi constituído arguido pelos crimes de coacção contra órgãos constitucionais e perturbação do funcionamento de órgão constitucional.

Ivo Margarido disse à agência Lusa que foi constituído arguido na semana passada, no Posto Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana, onde foi interrogado durante cerca de meia hora no âmbito do processo a correr trâmites em Lisboa.

Ao cidadão, residente em Leiria, foi aplicado o termo de identidade e residência, a medida de coacção menos gravosa.

No debate quinzenal de 24 de Maio de 2013, Ivo Margarido interrompeu a intervenção do primeiro-ministro e acabou por ser retirado das galerias da Assembleia da República.

A 28 de Junho, dia seguinte à greve geral, Ivo Margarido regressou à Assembleia da República e questionou Pedro Passos Coelho sobre o que considera "a fraude do sistema monetário", que motivou já uma queixa contra o primeiro-ministro, o Presidente da República e instituições bancárias.

Ivo Margarido acabou novamente por ser expulso das galerias do Parlamento.

Pela prática dos dois crimes, o cidadão incorre em penas de uma a oito anos de prisão, pelo crime de coacção contra órgãos constitucionais, e até três anos, por perturbação do funcionamento de órgão constitucional.

"Apenas queria demonstrar que estão a ser cometidos graves crimes por parte dos políticos portugueses", disse Ivo Margarido, que não vai requerer a abertura da instrução do processo.

Protestos nas galerias multiplicam-se
O protesto de 1 de Novembro no Parlamento já não foi um episódio inédito na Assembleia da República. A 15 de Fevereiro, cerca de 30 elementos do "Movimento que se Lixe a Troika" começaram a cantar "Grândola Vila Morena", interrompendo o discurso do primeiro-ministro.

Três meses depois, a 3 de Maio, a música de Zeca Afonso voltou a ouvir-se nas galerias, desta vez pela voz de dezenas de reformados, depois de ter sido discutida uma petição pelo aumento das pensões.

A 24 de Maio, um cidadão interrompeu por breves instantes o debate em protesto contra o alegado incumprimento da Constituição pelo Governo. A cena levou a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, a pedir ao homem para se "acalmar".

Já a 11 de Julho, os trabalhos foram interrompidos durante largos minutos devido a protestos de populares que se encontravam nas galerias. Os manifestantes contestaram as novas medidas para os trabalhadores do Estado e pediram a demissão do Governo.

Com um tom menos agressivo, a 30 de Julho, em total silêncio, algumas pessoas que assistiram ao debate levantaram-se e permaneceram de pé, com narizes encarnados, de palhaço, colocados na cara. Os elementos da polícia presentes no local apressaram-se a retirar os narizes encarnados, sem resistência, e os manifestantes foram escoltados para fora do Parlamento.

São apenas alguns episódios que têm acontecido nas galerias da Assembleia contra as medidas de austeridade do Governo.
Palavras-chave
parlamento
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Comentários (15)
  • » Bruno Nunes, Leiria, 22-12-2013 16:13

    Fiquem sabendo que a táctica do medo não me parece que funcione... Eu, que estupidamente sempre tive tendência para me calar, cada vez tenho mais vontade de berrar a plenos pulmões!
  • » Domingos, Porto, 21-12-2013 18:40

    A esta tipo de artolas profissionais do protesto era favor envia-los para a Coreia do Norte
  • » vitoria, lisboa, 21-12-2013 18:15

    SE ESTA FOTO É ACTUAL E VEJO BEM, ESTÁ TODO A GRITAR, PORQUE UM FOI CHAMADO A JUSTIÇA? TEMOS PIDE OU QUÊ?
  • » anonimo, anonimo, 21-12-2013 17:12

    Quem devia ser condenado era passos que anda a roubar indiretamente aos portugueses ,isso sim é crime ,num país democrático ,....mas isto já é fascismo ,e terá de ser resolvido de outa maneira
  • » Ana Maria Pacheco Simão Gomes José, LISBOA, 21-12-2013 16:51

    E os politicos que prejudicam o povo não é crime público?Pois este governo com esta politica e com o aval do presidente da republica é o que tem feito.Deveriam ser julgados por crime público.
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  • » TugaChato, F. Ferro, 21-12-2013 16:16

    É a democracia (DITADURA) no seu melhor. Fazem o que querem. Roubam-nos, fazem-nos passar fome, atiram-nos para a miséria para dar aos muito ricos e ainda por cima não nos deixam reclamar. Quem reclama é processado e provavelmente VAI SER condenado. É A ISTO QUE CHAMAM DEMOCRACIA? ESTA DEMOCRACIA SÓ SERVE PARA LHES DARMOS PODER PARA SE SENTIREM LEGITIMADOS PARA NOS ESTRANGULAREM. COM O MEU VOTO NUNCA MAIS! SE TODOS FIZESSEM ISSO ACABAVA-SE O TAXO DELES OU ENTÃO TINHAM QUE ASSUMIR-SE NOS SEUS VERDADEIROS PAPÉIS DE DITADORES.
  • » pobre, lx, 21-12-2013 16:16

    Um assassino mata a namorada à pazada e leva 20 anos! Este tipo diz umas verdades e pode levar 8 anos! Que bela justiça é a nossa!
  • » AM, Lisboa, 21-12-2013 16:13

    Se fossem 20 ou 30, em vez de apenas só um (1), era tudo prá boca... É uma grande prepotencia...
  • » Pedro Ferreira, vila do porto, 21-12-2013 16:06

    E QUEM NOS ROUBA TODOS OS DIAS ANDA CÁ FORA!!!!!! QUE PAÍS ESTE......
  • » atento, lisboa, 21-12-2013 16:05

    contra órgãos constitucionais... e contra a constituiçao? Bem sei que se declarado inconstitucional antes da aplicação nao existe nada contra a constituiçao. mas existe uma vontade enorme de passar sobre ela, de tratar a constituição como algo mau, e e aquelo que muitos juram defender. ...dois valores supremos, a bandeira nacional e a constituição. Tudo gira em torno deles, e esse os nossos pilares.
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