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PS, PSD e CDS "identificaram questões fundamentais" para chegar a acordo

15 jul, 2013

Segunda reunião para estabelecer "compromisso de salvação nacional" contou com um consultor de Cavaco Silva e mais dois membros do Governo, além dos negociadores indicados pelos partidos.

PS, PSD e CDS "identificaram questões fundamentais" para chegar a acordo
Já terminou a segunda reunião entre PS, CDS e PSD para encontrar uma solução para a actual crise política. "Na reunião abordaram-se, de modo detalhado, os três pilares apresentados pelo senhor Presidente da República, tendo sido identificadas as questões fundamentais com vista à obtenção de um 'compromisso de salvação nacional' com a máxima brevidade", indica um comunicado divulgados pelos partidos.

A reunião contou com a presença do ministro Poiares Maduro, do secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro Carlos Moedas e de David Justino, consultor da Casa Civil do Presidente da República. Estes três elementos juntaram-se aos negociadores indicados por cada um dos partidos: Alberto Martins, pelo PS, Pedro Mota Soares, pelo CDS, e Jorge Moreira da Silva, do PSD.

Na noite da primeira reunião, realizada no domingo, foi publicado um comunicado no site oficial dos três partidos onde se dava conta de que tinha sido discutida a metodologia de trabalho e fixado o prazo de uma semana para dar boa sequência aos trabalhos previstos para a procura de um "compromisso de salvação nacional".

O diálogo entre os três partidos foi uma exigência de Cavaco Silva. Numa comunicação ao país proferida na semana passada, o Presidente pediu um entendimento de médio prazo entre os três partidos que assinaram o memorando da "troika" - PSD, CDS e PS.

Cavaco Silva defende que o entendimento deve assentar em "três pilares fundamentais". "Primeiro, o acordo terá de estabelecer o calendário mais adequado para a realização de eleições antecipadas. A abertura do processo conducente à realização de eleições deve coincidir com o final do programa de assistência financeira, em Junho do próximo ano", começou por dizer.

"Em segundo lugar, o compromisso de salvação nacional deve envolver os três partidos que subscreveram o memorando de entendimento, garantindo o apoio à tomada das medidas necessárias para que Portugal possa regressar aos mercados logo no início de 2014 e para que se complete com sucesso o programa de ajustamento a que nos comprometemos perante os nossos credores", prosseguiu o Presidente.

"Em terceiro lugar, deverá tratar-se de um acordo de médio prazo, que assegure, desde já, que o Governo que resulte das próximas eleições poderá contar com um compromisso entre os três partidos que assegure a governabilidade do país, a sustentabilidade da dívida pública, o controlo das contas externas, a melhoria da competitividade da nossa economia e a criação de emprego", detalhou Cavaco Silva.


[notícia actualizada às 18h58]