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PS pede eleições antecipadas. “Divergências com o PSD são insanáveis”

06 jun, 2013 • Susana Madureira Martins

Encontro entre socialistas e sociais-democratas foi o mais curto de todos os que o PS tem mantido com os outros partidos políticos. As declarações proferidas foram as mais duras.

O PS considerou que as suas divergências com o PSD são “insanáveis, estruturais e profundas” e voltou a pedir a realização de eleições antecipadas. 
 
Esta foi a conclusão tirada por Alberto Martins, membro do Secretariado Nacional do PS, no final de uma reunião de cerca de uma hora com a direcção do PSD na sede nacional dos sociais-democratas.

" As divergências entre PS e PSD são insanáveis, estruturais e profundas", sustentou Alberto Martins, acrescentando que o PS está "em desacordo com a ditadura da austeridade" posta em prática pelo Governo.

"Fizemos sentir ao PSD que devem ser criadas condições para dar voz ao povo pela via de eleições para se pronunciar sobre a actual situação, que se caracteriza por uma extrema degradação de todos os índices, desde emprego, recessão, défice ou dívida. Todas as previsões não foram cumpridas pelo PSD", criticou o membro do Secretariado Nacional do PS.

De todas as reuniões que o PS teve esta semana com direcções de outros partidos, esta foi a mais rápida. O encontro motivou ainda declarações mais duras do que as feitas por António José Seguro à saída da reunião com o CDS, onde o líder do PS até falou na busca de convergência.

Do lado do PSD, o vice-presidente do partido, Jorge Moreira da Silva, acusou o PS de ter “uma visão irresponsável” do actual momento do país.

“Estamos a meio da legislatura e o Partido Socialista prescindiu de apresentar propostas para criar condições para um compromisso, de assumir uma postura de abertura, optou, pura e simplesmente, por dizer que a única solução é um acto eleitoral”, criticou.

[actualizada às 12h58]