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Capucho e Henrique Neto criticam integração de espião

27 mar, 2013

É a opinião do empresário e ex-deputado socialista Henrique Neto, corroborada pelo social-democrata António Capucho. “Em política, o que parece é”.

A integração do ex-espião Silva Carvalho na Presidência do Conselho de Ministros é duramente criticada, em declarações à Renascença, pelo empresário e ex-deputado socialista Henrique Neto e pelo social-democrata António Capucho.

“É uma vergonha. Isso é um caso tão vergonhoso, que é impensável. Pelo menos, evidencia que há uma coincidência de interesses. Ou que o primeiro-ministro tem responsabilidades ou, até, muito provavelmente, o ministro Miguel Relvas tem responsabilidades naquilo que aconteceu nos Serviços de Segurança da República”, diz Henrique Neto.

O também dirigente da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES) desabafa, ainda "isso não deve ter sido feito inocentemente”.

Também o ex-conselheiro de Estado e militante social-democrata António Capucho levanta suspeitas em relação a um possível envolvimento de Miguel Relvas nas fugas de informação das secretas, pelo que se mostra surpreendido com a integração de Silva Carvalho.

“Em política, o que parece é, e isto parece imenso”, afirma Capucho, adiantando que, se há coisa que lhe "causou uma grande estupefacção, nos últimos tempos” é a integração de Silva Carvalho na Administração Pública.

“Eu não conheço a envolvente jurídica, mas alguém que está envolvido como ele nos problemas que conhecemos, que sai da função pública ou de um organismo do Estado para ir para a iniciativa privada, e, agora, de repente, tem a capacidade legal – ao que parece – de regressar à função pública e, ainda por cima, ser colocado no coração ou na cabeça da Administração Pública, na Presidência do Conselho de Ministros, sinceramente, não percebo como é que isso é possível”, diz Capucho.


[título e corpo do texto alterados e corrigidos às 12h28]