O grupo rebelde M23 capturou a importante cidade de Goma, uma capital de província com um milhão de habitantes, situada na parte Leste da República Democrática do Congo, junto à fronteira com o Ruanda.
As forças governamentais abandonaram a cidade na terça-feira, após violentos combates, e a força de paz das Nações Unidas não interveio.
“A jornada para libertar o Congo começou agora. Nós vamos avançar para Bukavu e depois para a capital Kinshasa”, declarou o porta-voz do movimento, num comício realizado esta quarta-feira, em Goma.
O Governo emitiu um comunicado onde admite ter perdido a batalha, mas onde promete ganhar a guerra. “A vitória será nossa. É isso que os congoleses querem”, refere a mensagem.
Os líderes de vários países daquela região de África já apelaram aos rebeldes do M23 para cessarem os combates e o seu avanço.
O Presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, admitiu esta quarta-feira ouvir as reivindicações dos rebeldes.
O movimento M23 acusa Kabila de não lhes garantir os lugares nas Forças Armadas previstos no acordo de paz que pôs fim à revolta de 2009.
A rebelião em curso também é o espelho tensões étnicas locais, que se misturam com os interesses do vizinho Ruanda na exploração dos recursos minerais do Congo.