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Presidente do Parlamento Europeu quer sacrifícios repartidos

Martin Schulz espera que se confirme que Portugal é “um bom exemplo”, mas relembra que é fundamental haver medidas que estimulem o crescimento.
21-09-2012 22:59 por Daniel Rosário 

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, considera que os sacrifícios impostos pela aplicação do programa de ajustamento em Portugal devem ser bem repartidos.

E se enquanto alemão Martin Schulz é um defensor do rigor orçamental, enquanto socialista defende, em declarações à Renascença, que o mesmo só faz sentido se for acompanhado de medidas que estimulem o crescimento.

“Portugal é um país que sofre muito actualmente e tem um desequilíbrio social que é preocupante. Aquilo de que precisamos em Portugal e noutros países da União é de um debate sobre a repartição dos sacrifícios e dos contributos que os diferentes grupos da população são capazes de fazer. É bom que na Europa não nos limitemos a discutir sobre a redução das despesas nos orçamentos, sobre o rigor orçamental. Se há algo de que Portugal precisa é de crescimento e de lutar contra o desemprego.”, disse.

Schulz sabe bem que Portugal é apresentado pelo Governo do seu país como um bom exemplo, como a prova de que os programas de ajustamento defendidos por Berlim funcionam. Mas considera que se é esse o caso, a Alemanha também tem responsabilidades acrescidas no apoio a Portugal.

“Espero que eles tenham razão. Espero que Portugal seja um bom exemplo, pois se for esse o caso vai sair da crise bastante depressa. Mas frequentemente os bons exemplos descritos pelos alemães e por outros governos são aqueles que, aos seus olhos, seguem mais de perto o rigor orçamental. O rigor orçamental é indispensável. Mas de que serve se de um lado pedimos sacrifícios enormes e, do outro, os spreads não baixam? O mesmo governo que na Alemanha diz que em Portugal está a haver progressos devia ajudar com um pacote europeu de relançamento económico. Se os alemães acham que Portugal é um bom exemplo isso é bom, mas então ajudemos os bons exemplos a sair mais depressa da crise dando-lhes os meios necessários para investir.”, acrescenta.

Schulz considera ainda que é indiscutível que a descida das taxas de juro de vários países a que se assiste actualmente, entre os quais Portugal, se deve não à aplicação do programa de ajustamento, mas única e exclusivamente à intervenção do Banco Central Europeu.

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Comentários (17)
  • » Jeremias Carvalho, Lisboa, 23-09-2012 11:54

    Tenho lido com alguma frequência parlamentares do Parlamento Europeo, Presidentes de Comissões Europeias, Funcionários da Comissão Europeia a apoiar e asugerir mais cortes, mais rigor nos países em crise, Portugal inclusive. Em sempre pensei que os salários e benefícios destes senhores eram pagos também com os impostos de cidadãos europeus que são hoje mais pobres devido aos cortes que estes senhores continuam a sugerir. Mas será que estes senhores já tiveram os seus salários e benefícios reduzidos? Ou eles vivem num mundo superior às crises e às consequências nas economias do dia a dia. Será que o Governo Portugês, Grego, Irlandês, Espanhol, Italiano, Inglês, e outros, já cortaram a sua contribuição para as Insitituições Europeias. Ou essas instituições estão acima da crise? Será que elas não têm responsabilidades na crise? Será que elas fizeram o que deviam fazer para evitar desvios e outros males que nos afectam hoje. Será que o Dr. Durão Barroso (fugiu para Bruxelas) e o Dr. Victo Constâncio (incapaz de controlar a banca portuguesa) promovido a Vice-presidente do BCE não têm responsabilidade alguma nos prooblemas que nos afligem? Quem é que devia ter controlado os problemas do BPN? Os salários e os benefícios já foram cortados, reduzidos por causas das crises que eles criaram ou não souberam prever? Se o esforço tem que ser partilhados, porque alguns responsáveis ficam de fora? JC
  • » deus não é grande coisa, Cascais, 23-09-2012 9:30

    Se realmente se trata de uma ajuda então porque não pedem à troica para apertar o cinto, porque não fazem esse sacricífio, não estamos em tempo de crise???
  • » deus não é grande coisa, Cascais, 23-09-2012 9:24

    Continuam as pensões vitalícias, a acumulação de cargos na função pública, pensões e mais pensões antes da idade da reforma, mais e mais mordomias... Isto é repartição de sacrifícios em tempo de crise ??? Continua o analfabetismo, a maior de todas as pobrezas... Que políticos pós "revolução" nós tivemos, bochechas e cavaco, os maiores responsáveis pelo estado da "nação". Era bom que tudo isto fosse o fim de um ciclo, que o povo despertasse... Portugal continua um país de adultos, para os adultos e pelos adultos... Crianças como sardinhas em lata em quartos de apartamento "cresches" porque os infantários são caros ou não existem... Futuro traçado. Portugal não precisa nem nunca precisou de ajuda externa, tem dentro riqueza suficiente para recuperar e crescer...Existe algo mais por detrás destas pseudo ajudas...Talvez o princípio do fim das seculares nações europeias. Vai ser um jardim à beira mar plantado mas não o de Camões, será o de portugueses empregados de limpeza e de quartos de hotel.
  • » Maria, Lisboa, 22-09-2012 17:22

    O Escudo é o nosso caminho!
  • » Maria, Lisboa, 22-09-2012 17:20

    Chega de AUSTERIDADE!. O Ajuste já está feito. A Balança de transacções correntes já está equilibrada! Agora estão a abusar dos portugueses que de boa fé aceitaram os sacríficios impostos.O Povo Português já percebeu que está a ser chantageado pela Europa /Troika, com uma cenouras, ( senão não recebem a tranche, para os pagar os ordenados)! entretanto fizeram um cambão com o governo Passos/Gaspar/ Cavaco /Traidores da Pátria, que inclui a direita, e a coberto de diminuir o défice , estão a investir Numa Grande Grande conspiração (ler expresso de hoje, de Miguel Sousa Tavares). O mesmo Eu, já tinha alertado que estão a ser aplicadas as políticas do Consenso de Washington, (ler a Troica e os 40 ladrões). Portugal a prosseguir esta caminho ficará destroçado, todos os portugueses na miséria e no desemprego. Estão a roubar os portugueses e as jóias de Portugal , a preço de saldo.Agora querem a Caixa. Bastava vender uma grande empresa para Portugal se aguentar, até se organizar, sem TroiKa. A esquerda está certa é preciso negociar a dívida socrática que nos oprime, voltar ao Escudo e sermos livres desta quadrilha de ladrões.
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  • » Em vez de dizer, Estoril, 22-09-2012 17:08

    Pegue no telefone e diga ao Passos Coelho e que também deve ter a noção que há muitos que já não tem para viver uma vida normal.
  • » Roger, Lisboa, 22-09-2012 12:40

    Martin Schulz é um "esquerdalho" que me irrita profundamente pelos seus comentários gratuitos; Ele é um killer do Livre-arbítrio e gosta de ditar as suas filosofias que lembra-me o socialismo fabiano!!!
  • » Algarve, Faro, 22-09-2012 11:37

    EM TODO O PAÍS, CHOVEM LÁGRIMAS DE DESESPERO, RESULTADO DO DINHEIRO QUE O GOVERNO PS ELEITO PELOS PORTUGUESES DERRETEU EM AUTOESTRADAS,AEROPORTOS E FUNCIONARIOS PUBLICOS!É ISTO QUE OS POLÍTICOS QUEREM CONTINUAR A FAZER: OBRIGAR O POVO PAGAR DÍVIDAS QUE FORAM FEITAS PELO POVO PORTUGUÊS !!!!DESPEÇAM 300 MIL FUNCIONARIOS PUBLICOS E ACABEM COM ESTE CANCRO QUE ESTÁ A MATAR COMPLETAMENTE PORTUGAL!!
  • » Paulo, Olhão, 22-09-2012 9:52

    Salvo erro, na segunda avaliação da troika foi recomendada a redução da diferença de rendimentos entre os que ganham mais e os que ganham menos. Mas o PSD, o tal partido que é mais troikista que a troika esqueceu-se, neste particular, de o ser. Mas eu entendo-o: seria minar a sua base social de apoio - os tais que andam a bramar na blogoesfera contra o cheque dentista para os mais pobres, e as Isabéis Jonets e outras tias afectadas cujas famílias vivem há séculos abancadas na mesa do orçamento ou retirando proveito de uma organização social iníqua.
  • » M. N., Algarve, 22-09-2012 9:32

    Esta a GRANDE QUESTÃO : Schulz considera ainda que é indiscutível que a descida das taxas de juro de vários países a que se assiste actualmente, entre os quais Portugal, se deve não à aplicação do programa de ajustamento, mas única e exclusivamente à intervenção do Banco Central Europeu.
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