Por decisão unânime, os deputados que fazem parte do grupo parlamentar de amizade Portugal/Guiné-Bissau decidiram suspender a actividade do grupo, tendo em conta a actual situação política daquele país.
Catarina Martins, deputada do Bloco de Esquerda e presidente do grupo, diz que manter a normalidade institucional seria como aceitar tacitamente o desvirtuar da normalidade democrática que se verifica na Guiné.
“O grupo parlamentar de amizade Portugal/Guiné-Bissau é um grupo de reciprocidade entre parlamentos. Não poderia, naturalmente, continuar a existir e a ter actividade como se nada fosse, seria o reconhecimento tácito do golpe de estado na Guiné-Bissau. Consideramos que infelizmente a comunidade internacional tem estado muito silenciosa, tem existido um reconhecimento tácito como se tudo estivesse bem e não está”, disse.
A deputada bloquista lembra que “a escolha democrática está a ser negada ao povo da Guiné-Bissau”.
Os deputados retomarão as actividades do grupo quando for reposta a normalidade democrática na Guiné-Bissau.