A batalha dos “tablets” acaba de se tornar mais interessante com a entrada no mercado do Surface, da Microsoft. Apresentado esta segunda-feira pela gigante norte-americana do “software”, a pergunta que se coloca é se é suficientemente inovador para competir com o iPad, até agora líder incontestado de vendas.
Pontos a favor do Surface junto do público mais generalizado: capa de protecção que se transforma num teclado com três milímetros de espessura, entrada USB e a capacidade de correr programas mais exigentes (isto no modelo mais avançado do Surface, que corre o Windows 8 Pro) .
Os dois modelos do Surface apresentados têm características diferentes. A versão Windows RT não corre o sistema operativo como um PC - é antes uma versão simplificada para levar na mão. Já a versão Windows 8 Pro aproxima-se mais de uma máquina completa, se bem que o “software” ainda não foi lançado e testado pelos utilizadores.
Depois de um evento com ecos das grandes apresentações da Apple, a maior crítica feita a Steve Ballmer, presidente da Microsoft, é a quantidade de perguntas com que os especialistas ficaram. Quantos megapixéis têm as câmaras fotográficas? Qual a velocidade? Qual a resolução na versão RT? Quanto tempo dura a bateria? Mais notoriamente, quanto custa? E, já agora, quando é que se pode comprar?
Se a Microsoft não aproveita a onda de entusiasmo, desvalorizando o impulso de compra e dando espaço aos consumidores para encontrarem outras alternativas, pode ser que se arrisque a deixar o Surface morrer na praia. É que ninguém sabe quanto é que os modelos do Surface custam e quando é que vão sair.
Outra questão é que a empresa se coloca agora em concorrência com as suas próprias parceiras, como a ASUS e a Acer, que comercializam “tablets” com Windows, e às quais a Microsoft pode vir a roubar parcelas de mercado.
Feitas as contas, é consensual que o Surface (sobretudo o que corre o Windows 8 Pro) é um produto impressionante - bem concebido, funcional e bonito. Mas as perguntas abundam e falta ver como é que os consumidores vão reagir nas lojas: mais maçãs ou mais janelas?