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Cruz Vermelha Síria

“É muito difícil antecipar o que vai acontecer”

  • Áudio Cruz Vermelha aliviada com acalmar temporário da situação na Síria

  • Áudio "Não sabemos o que vai acontecer a seguir"

Num relato feito à Renascença a partir de Damasco, Rabab Alifa conta a insegurança entre os sírios depois dos atentados desta quinta-feira, que fez dezenas de mortos e quase 400 feridos.
10-05-2012 21:55 por André Rodrigues

Mais de 55 pessoas morreram e pelo menos 372 ficaram feridas no atentado desta quinta-feira em Damasco, a capital da Síria. O balanço foi divulgado esta tarde, na televisão estatal, pelo ministro do Interior sírio.

Num relato feito à Renascença a partir de Damasco, Rabab Alifa, porta-voz da Cruz Vermelha na Síria, revela que os atentados desta quinta-feira e a violência dos últimos dias estão a contribuir para um aumento do sentimento de insegurança entre os sírios.

“Damasco acordou esta manhã ao som de explosões. Na altura eu estava ainda em casa, ouvi as explosões e de facto elas foram sentidas em muitos pontos da cidade”, conta.

Duas explosões simultâneas atingiram um complexo dos serviços secretos em Damasco. As autoridades atribuem o incidente ao exército rebelde, classificado como um grupo terrorista armado.

“Neste momento a situação está mais calma, mas naturalmente as pessoas sentem-se inseguras em várias zonas há já algum tempo…e o incidente ocorreu quando muitas pessoas se deslocavam para os seus locais de trabalho. Por isso, as pessoas sentem-se inseguras aqui em Damasco.”

Nestas declarações à Renascença, o porta-voz da Cruz Vermelha na Síria garante que os voluntários estão prontos para actuar em todos os cenários, embora seja desejável que o plano de paz delineado pela ONU comece a dar frutos o mais depressa possível.

“É muito difícil antecipar o que vai acontecer a seguir. Aquilo que posso garantir é que a Cruz Vermelha, em cooperação com o Crescente Vermelho, continuará a prestar assistência humanitária a quem necessite”, diz Alifa.

“Por outro lado, continuamos a fazer votos para que o plano de paz delineado pela ONU traga paz à Síria. A calma é mais do que bem vinda e mesmo depois disso haverá sempre necessidades humanitárias para acudir durante algum tempo”, conclui.

A violência na Síria não dá sinais de abrandamento. Já quarta-feira uma bomba explodiu contra a coluna de viaturas dos observadores da ONU, que estão no país precisamente para controlar o plano de cessar-fogo estabelecido há quase um mês.

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Comentários (1)
  • » José Maia, Lisboa, 11-05-2012 14:44

    Porque não menciona claramente o Santo Padre - em vez de andar servilmente a receber judeus no vaticano com passadeira vermelha - que estas guerras levadas a cabo por interesses ocultos dos nossos "amigos" estão a matar as comunidades cristãs nos países árabes?
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