A Força de Reacção Imediata (FRI), enviada para, se necessário, resgatar portugueses na Guiné-Bissau, foi mandada regressar.
"O Governo português determinou, hoje, a retracção dos meios militares destacados para a região, a qual será efectivada gradualmente em função dos procedimentos operacionais aplicáveis", anunciou esta sexta-feira o Ministério da Defesa, em comunicado.
De acordo com o gabinete do ministro José Pedro Aguiar-Branco, a decisão "tem em conta não só as condições de segurança em que a comunidade portuguesa na Guiné-Bissau se encontra como também o facto de se verificar uma situação de abertura das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas que tem permitido um fluxo normal de entradas e saídas do território".
O Governo promete continuar a seguir a situação na Guiné-Bissau e garante que não deixará de assumir novas medidas de prontidão de forças, caso venha a ser necessário.
"A Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau ficará, como até aqui, em constante comunicação com a comunidade portuguesa, providenciando todo o apoio
devido e sinalizando as situações que possam vir a requerer um tratamento específico", salienta o Executivo.
A Força de Reacção Rápida foi enviada na sequência do golpe de Estado de 12 de Abril, na Guiné-Bissau, levado a cabo pelo auto-intitulado Comando Militar.
Retirada será gradual
O ministro da Defesa, numa entrevista quer será publicada na revista "Visão" da próxima semana, revela que a fragata "Vasco da Gama" e o navio reabastecedor "Bérrio" da Marinha já estão de regresso a Portugal.
Na região, adianta Aguiar-Branco, vão permanecer ainda a fragata "Bartolomeu Dias" e a corveta "Batista de Andrade".
Leia na íntegra o comunicado do Ministério da Defesa.