O porta-voz do Comando Militar que desencadeou o golpe de Estado na Guiné-Bissau confirma a libertação do Presidente interino, Raimundo Pereira, e do primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior.
Daba Na Walna falava aos jornalistas depois de regressar da Costa do Marfim, onde esteve reunido com os ministros dos Negócios Estrangeiros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
O porta-voz do Comando Militar explicou que aceitaram a entrada de uma força militar da CEDEAO para garantir a segurança do Presidente e do primeiro-ministro libertados.
“Enquanto não se formar um Governo não haverá condições de segurança para que esses indivíduos possam ser libertados imediatamente, mas a CEDEAO garantiu-nos que tem condições para assegurar a segurança desses indivíduos”, disse Daba Na Walna.
Apesar de afirmar que não se tratou de um acordo, mas de uma declaração da CEDEAO, o Comando Militar guineense diz que vai ter uma atitude cooperante.
Daba Na Walna, que se recusa deixar o país, diz os militares revoltosos querem evitar a aplicação de sanções à Guiné-Bissau.
Festejos em Bissau
Dezenas de pessoas concentraram-se em Bissau, na sede do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) para festejar a "libertação" do primeiro-ministro e do Presidente interino.
Carlos Gomes Júnior e Raimundo Pereira estão detidos desde 12 de Abril, na sequência do golpe militar na Guiné-Bissau.