A Linha do Douro foi reaberta ao fim de quase duas horas, com a promessa de que o protesto se repetirá, no próximo domingo, se não houver garantias da CP ou do Governo que a ligação a Caíde não será suspensa.
Com a intervenção do destacamento da GNR do Porto, às 19h45, um comboio voltou a circular na estação de comboios de Marco de Canaveses, tendo a Linha do Douro sido reaberta, ao fim de quase duas horas de protesto.
Os utentes da Linha do Douro desmobilizaram da linha de caminho-de-ferro, mas prometem repetir os protestos no próximo domingo, se entretanto não tiverem garantias de que a ligação a Caíde de Rei não será suprimida.
"Vamos dar oito dias à CP - Comboios de Portugal e ao Governo para garantirem que não vão avançar com a supressão", disse à Lusa António José Pereira, porta-voz da comissão de utentes da Linha do Douro, garantindo que "nessa altura, os protestos serão retomados ainda com mais força".
Centenas de pessoas concentraram-se hoje na estação ferroviária do Marco de Canaveses para contestar a eventual supressão da ligação a Caíde de Rei, impedindo os comboios de entrar e sair da estação, um protesto que contou com o apoio da Câmara de Baião, do Marco de Canaveses e de Amarante.
Na segunda-feira, os utentes, em declarações à Lusa, acusaram a CP de pretender encerrar as ligações, em comboios urbanos, entre o Marco de Canaveses e Caíde de Rei.
Também à Lusa a CP garantiu que "não existe neste momento nenhuma decisão tomada", mas admitiu que é "necessário o equilíbrio entre os níveis de procura, a oferta adequada e a sustentabilidade do serviço oferecido".