O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, garante que até ao momento nenhum português na Guiné-Bissau pediu para abandonar o país. A garantia foi deixada aos jornalistas à margem de uma visita à Base Aérea nº 6, no Montijo.
Pedro Passos Coelho espera que não venha a ser necessário retirar cidadãos portugueses e que "a legalidade possa ser rapidamente reposta".
“Trata-se de um golpe militar absolutamente ilegítimo ocorrido durante um processo eleitoral democrático e com instituições sufragadas democraticamente no pleno uso dos seus poderes", criticou Passos Coelho, sublinhando ainda que "toda a acção de condenação internacional deverá ter em conta não apenas a necessidade de salvaguardar fisicamente a integridade de todas as autoridades legítimas da Guiné, como ainda de apontar para a construção de um cenário de reposição da legalidade e estabilidade no território".
Entretanto, em Bissau, os cinco candidatos às presidenciais guineenses que contestam os resultados deram uma conferência de imprensa para se demarcarem do golpe de Estado.
Kumba Ialá, que assumiu o papel de porta-voz dos cinco candidatos, explicou que nunca vão compactuar “com comportamentos anti-democráticos”, acrescentando que, “de forma solene, condenam firmemente a sublevação militar do passado dia 12 de Abril”.
A oposição e os militares revoltosos continuam reunidos para decidir sobre a transição de poder. No terreno, está a ser reforçada a segurança. Pelo segundo dia consecutivo, um grupo de jovens está a tentar organizar uma manifestação contra o golpe, que foi reprimida com violência este domingo.