A Força de Reacção Imediata (FRI) das Forças Armadas portuguesas, composta por uma fragata, uma corveta e um avião P-3 Orion, partiu este domingo ao início da tarde para a Guiné-Bissau, avançou à Renascença fonte do Ministério da Defesa.
Os militares portugueses não têm qualquer operação definida para já e esta decisão acontece na sequência do aumento do nível de prontidão da FRI.
A corveta e fragata já estão no mar para, se for necessário, procederem à retirada dos cidadãos portugueses que estão na Guiné-Bissau. Partiram de Lisboa às 16h00 e devem ficar ao largo de Cabo Verde à espera de nova ordem. As duas guarnições são compostas por 250 militares.
Além dos dois meios navais, fonte do Ministério da Defesa confirmou à Renascença que já partiu um avião P3 Orion, que deve também ficar em Cabo Verde.
A Força de Reacção Imediata foi colocada no nível de prontidão mais elevado. O Governo português está atento ao desenrolar dos acontecimentos em Bissau e dará a ordem de retirada dos portugueses se o conflito se agravar.
O envio da Força de Reacção Imediata acontece depois de, na quinta-feira, um grupo de militares ter feito um golpe de Estado na Guiné-Bissau.
O primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e o presidente interino Raimundo Pereira foram detidos e encontram-se em parte incerta.