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Estado Islâmico. “Não vão ter um porto de abrigo”

11 set, 2014 • Carlos Calaveiras

Obama apresenta estratégia de quatro pontos contra os terroristas do ISIS e admite ataques aéreos não só no Iraque, mas também, por exemplo, na Síria.

Estado Islâmico. “Não vão ter um porto de abrigo”
Estado Islâmico. “Não vão ter um porto de abrigo”
O Presidente dos Estados Unidos confirma que o país vai liderar uma grande coligação internacional contra a ameaça terrorista. “Vamos destruir o Estado Islâmico”, disse. Numa declaração de 15 minutos na Casa Branca, Obama apresentou explicou o que vai fazer para combater os jihadistas do Estado Islâmico.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirma que o país vai liderar uma grande coligação internacional contra a ameaça terrorista. “Vamos destruir o Estado Islâmico”, disse.

Numa declaração de 15 minutos, na Casa Branca, Obama apresentou um plano em quatro pontos em que explicou o que vai fazer para combater os jihadistas do Estado Islâmico.

Primeiro ponto: os Estados Unidos vão manter e intensificar os ataques aéreos contra a organização terrorista (já foram feitos mais de 150), mas não só no Norte do Iraque. Podem também ocorrer na Síria (país liderado por Bashar al-Assad - “em quem não podemos confiar”) ou em qualquer outro país onde os jihadistas estejam escondidos (como já aconteceu no Iémen na Somália, com outros grupos terroristas).

“Se ameaçarem a América não vão ter um porto de abrigo”, avisou.

O segundo ponto responde à questão crítica de colocar ou não soldados no terreno. Obama explicou que não enviará tropas de combate para o terreno. Mas os Estados Unidos vão enviar mais 475 especialistas para apoiar e treinar as forças iraquianas no terreno.

Terceiro ponto: Obama confirmou que os serviços secretos vão continuar a trabalhar para tentar perceber as movimentações do Estado Islâmico e cortar-lhe as fontes de financiamento. Por outro lado, estas equipas vão também estar atentas a estrangeiros que tenham estado em contacto com o Estado Islâmico e queiram voltar aos seus países de origem para cometer atentados.

Em quarto lugar, Obama reafirmou que a grande coligação internacional vai continuar também a apoiar as populações que estão a sofrer. A ajuda humanitária vai continuar a chegar.

A maior ameaça do mundo
O líder norte-americano esclareceu ainda que o ISIS (a sigla inglesa do Estado Islâmico) é a maior ameaça que o mundo enfrenta (no Iraque, na Síria, em toda a região e para todos os norte-americanos), mas que esta ameaça não tem a ver com a religião islâmica.

Obama lembra mesmo que “a maioria das vítimas do Estado Islâmico são muçulmanos”.

Os elementos do ISIS são “únicos na brutalidade, matam prisioneiros, matam crianças, forçam e violam mulheres, atacam minorias e em actos bárbaros mataram dois jornalistas norte-americanos”.

Lembrando que tem autoridade para atacar o Estado Islâmico, Obama espera a ajuda do Congresso norte-americano e recorda que dentro de semanas vai voltar a levar o tema também às Nações Unidas.

Apesar de estar convencido que a estratégia vai resultar, o Presidente norte-americano reafirma que, "se nada se fizer", as acções do ISIS "podem alastrar". Mas “será preciso tempo para erradicar um cancro como o ISIS”, reconheceu.

Obama repetiu mais uma vez que esta será uma guerra diferente do conflito no Iraque e no Afeganistão e que “não haverá forças de combate norte-americanas em solo estrangeiro”.