O alerta ainda não chegou a Portugal, mas as autoridades lusas já estão em busca do códice calixtino, uma obra do século XII de valor incalculável que desapareceu da Catedral de Santiago de Compostela, em Espanha.
A Polícia Judiciária já tem imagens desta obra que desapareceu de uma caixa forte e distribuiu-as pelas equipas que no terreno desenvolvem acções de fiscalização em leilões e feiras de antiguidades.
“Vamos ter atenção a este objecto. Nós fazemos bastantes acções de fiscalização e de prevenção e, nesse sentido, estamos atentos neste momento a este objecto, não obstante ainda não ter surgido, que eu saiba, um pedido formal dos colegas espanhóis”, disse à Renascença Óscar Pinto, inspector-chefe da secção que investiga roubos de obras de arte na Polícia Judiciária.
O inspector Óscar Pinto sublinha que, neste tipo de furto de património cultural, as obras costumam ser deslocadas para outro país. O furto do códice calixtino é já considerado um dos mais graves crimes cometidos contra o património histórico e artístico.
Os ladrões não deixaram rastos. Segundo o jornal espanhol “El País”, foram encontradas ainda as chaves na caixa forte onde estava o livro, um espaço onde apenas podem circular cinco ou seis pessoas.