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Sector dos carrosséis repensa protestos para salvaguardar a "protecção social"

18 fev, 2013

Representante dos empresários fala em questões de segurança, porque estavam a juntar-se "extremos de direita e de esquerda" aos protestos iniciados em Janeiro.

Os empresários do sector da diversão cancelaram as manifestações em Lisboa pela necessidade de "protecção social", mas marcaram um novo protesto para a Feira de Março de Aveiro.

O presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Diversão (APED), Luís Paulo Fernandes, afirmou à agência Lusa que aos protestos iniciados em Janeiro estavam a juntar-se "extremos de direita e de esquerda", assim como empresários que "ninguém conhecia".

Dada a presença dessas pessoas, estava em causa a "protecção social", assumiu o responsável, que anunciou novas manifestações para Aveiro no decorrer da Feira de Março, que dura vários dias, para voltar a demonstrar o descontentamento no sector.

Porém, o dirigente da APED lembrou a abertura das autoridades nacionais para as questões que têm sido colocadas pelos empresários em quase dois meses de protestos.

"A senhora presidente da Assembleia da República está muito empenhada. Temos a promessa do PSD e da Secretaria de Estado da Cultura de o sector ser de interesse cultural, [o que baixa a taxa do IVA de 23% para 13%], em vez de lazer", resumiu.

Luís Paulo Fernandes acrescentou que o país "está a fazer cair" os pedidos de facturas de "valores irrisórios". O responsável informou ainda que se irá deslocar à Alemanha, no âmbito da entrega de um prémio ao presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, pelo sector da diversão, o que lhe irá permitir fazer um discurso e contactar com autoridades europeias.

"Vamos representar Portugal e as suas dificuldades e pode ser mais marcante do que a manifestação do dia 2 [de Março]", disse, referindo-se à iniciativa convocada pelo movimento 'Que se Lixe a Troika. O Povo é quem mais ordena'.

Os empresários da diversão têm estado desde o início de Janeiro a realizar protestos diários em várias zonas de Lisboa a alertar para os problemas do sector, incluindo as consequências da introdução do novo sistema de facturação.

As actividades das empresas de diversão eram classificadas como actividades culturais até 2006 e os empresários do sector pretendem regressar a esse estatuto, o que facilitaria o licenciamento, permitiria combater a "concorrência desleal" praticada por operadores estrangeiros e ter o IVA à taxa intermédia (13%), quando actualmente a taxa a que estão sujeitos é a mais alta (23%).

Entretanto, deputados do PSD, CDS-PP, PS e PCP manifestaram-se já favoráveis à classificação das actividades de diversão como de "teor cultural".