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FMI defende tecto máximo de 5.030 euros nas pensões

09-01-2013 21:35 por Dora Pires
Relatório considera que o sistema de pensões português é injusto e defende o fim de regimes especiais de que beneficiam juízes, polícias, diplomatas ou militares. 

Nenhuma pensão deve ir além de 12 vezes o índice de apoios sociais, o que pelos valores actuais dá 5.030 euros, recomenda o Fundo Monetário Internacional (FMI).

No relatório encomendado pelo Governo, divulgado esta quarta-feira, o FMI defende também que os regimes especiais de que beneficiam juízes, polícias, diplomatas ou militares devem acabar.

Pelas contas do Fundo Monetário Internacional, a despesa com pensões vai continuar a aumentar e, sobretudo, a caixa geral de aposentações para os funcionários públicos é considerada insustentável.

O documento diz que é preciso mais do que cortar por igual, porque o sistema português também é injusto: 90% dos pensionistas recebem pensão mínima, no sector público as reformas são quase o triplo das do privado e 20% dos que maiores pensões ganham ficam com quase metade de todo o dinheiro que o Estado gasta em pensões de velhice.

Equiparar tanto quanto possível o sector público ao privado é um passo, desde já colocando o regime geral e a caixa geral de aposentações sob a mesma administração e oferecer condições iguais de reforma a partir do ano que vem, sugere o FMI.

 Para acelerar o processo pode haver um corte de 20% para os pensionistas do Estado.

O relatório enumera mais hipóteses para garantir alguma protecção na velhice a quem hoje desconta: pode travar-se a reforma antecipada a quem tem menos de 40 anos de descontos, aumentar as pensões mínimas a quem mais descontou ou até transformar em bónus o 13º e o 14º mês, sempre que haja crescimento económico a partir de determinado valor.

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Comentários (8)
  • » carlos 84, Famalicão, 11-01-2013 12:05

    Esses nº de 5030 estariam certos para quem tenha pelo menos 40 anos de descontos,e que não sejam superiores a 80% do ordenado.Mas o FMI não deve saber que quem ganha mais que isso são pessoas que em alguns casos,é apenas por 3 ou 4 anos de serviço público,ou por ter administrado empresas públicas,ou ainda por terem sido governadores em alguma província.
  • » JPCurto, Caparica, 10-01-2013 23:44

    Abençoada troika e FMI a ver se ajudam a descer do pedestral aqueles que se elevaram para lá e olham de soslaio as dificuldades por que passamos. Reformas até 5000 euros? na alemanha são 2400 euros e na suiça 1700 euros. O que fizeram quem tem mais de 5000 euros? A alguns não lhes chegou os amigos e os compadres para viverem desafogadamente? Bancos, fundações, empresas municipais, escritórios de advogados, organizações politicas, temos de pagar para elas subsistirem como sempre. E os que recebem reformas milionárias por menos de 12 anos de trabalho no setor público? A corda estica-se enquanto a deixarmos esticar...
  • » Luna, Lisboa, 10-01-2013 16:23

    Os funcionários públicos, não ganham assim tanto como dizem aí para trás, eu fui-o, descontei 42 anos e apenas aufiro 700€, e tenho o liceu completo. Recebo muito menos que uma criada de uma Clínica privada, com a 4ª. classe, 42 anos de descontos e recebe quase 1000, por isso devemos ver caso por caso. Eu acho que ganho muito pouco para 42 anos de desconto e sou do tempo em que os funcionários públicos trabalhavam, agora sim, só querem pontes e feriados. Mas os que ganham e bem, são quase todos do privado, os que ocupam altos cargos em Empresas topo de gama, como CGD, EDP, GALP, etc etc etc e a escumalha dos governantes, acessores e deputados, esses levam a maior fasquia.
  • » Manuel, Coimbra, 10-01-2013 3:01

    Estes funcionários, os publicos, sempre foram uns principes no nosso sistema social, 7 horas por dia, ADSE, pontes e feriados garantidos, estatuto de estudantes, e mais não sei quantas regalias... muito acima dos seus colegas da privada.. uns lordes.. Chegou a vossa hora amigos, e ainda bem.. abençoado FMI... o teto de 5000 euros é mais do que suficiente para viverem, e que não vos falte... Abençoado FMI
  • » Jiaan Liaan , Carrapatoso , 10-01-2013 0:30

    ao " Luso, Seixal," ao funcionários publicos descontam pela totalidade do respectivo vencimento, o problema é que o estado não coloca lá os devidos descontos, nós privados é lógico que nãoopodemos descontar pela totalidade do nosso vencimento, era o que mais faltava estar a sustentar reformas de 5 000 € e 10 000 €, a calões... que nunca fizeram nada pelo país e que sempre que nos dirigimos a um serviço publico nos tratam abaixo de cão, era o que mais faltava...
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  • » Jiaan Liaan , Massamá , 09-01-2013 23:08

    Esta noticia é falsiosa ou seja incompleta, porque não refere a classe politica tipo cavaco Silva que tem uma reforma de 10 000 € e a sua Maria 4000 € onde é que estas duas alminhas descontaram na sua vida professional valores que deiam para pagar estas pensões absurdas... Basta governo para a Rua!!!!! Classe politica portuguesa devia ser toda exonerada...
  • » francisco ferreira, Braga, 09-01-2013 22:44

    Estes "t'ecnicos do FMI" acham que o tecto deve ser 5000 euros por pensão, mas não referem o limite de pensões. São uns hipócritas, pretendem é manter o status de 5% de portugueses com pensões e salários principescos. É fartar vilanagem e está na hora de mandar esta escumalha da Troika de volta juntamente com moeda, passos e portas. Levantem-se Portugueses de bem.
  • » Luso, Seixal, 09-01-2013 22:15

    Os funcionários públicos descontam sobre a totalidade do respectivo vencimento. No sector privado há o vencimento e, em muitos casos, regalias que não entram para efeitos de descontos e quando no activo sabe bem. Lógico que as pensões não são iguais.

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