Marinha

Atrasos e custos elevados marcam lançamento de navio patrulha

26 abr, 2011

Vai patrulhar, vigiar e fiscalizar, as águas costeiras e oceânicas de jurisdição nacional, mas também pode apoiar, proteger e controlar actividades económicas, além das operações no âmbito da busca e salvamento no mar.
O primeiro de oito navios de patrulha oceânica encomendados pela Marinha Portuguesa vai sair hoje pela primeira vez dos estaleiros de Viana do Castelo, seis anos após o prazo inicial e com custo final acima do previsto.

O “NRP Viana do Castelo” ainda não tem a primeira missão definida, já que, pela frente, ainda vai fazer um mês de treino em mar de segurança e planeamento.

Este e o navio “Figueira da Foz”, que vai ser entregue em Setembro, custaram à Marinha 102 milhões de euros e demorou mais seis anos que o previsto.

O programa de aquisição foi lançado em 2002 - era Vieira Matias chefe de Estado-Maior da Armada – e na altura considerou-se essencial substituir as corvetas da classe “João Coutinho”, já muito velhas e com isso dinamizar os estaleiros de Viana do Castelo. Mas, segundo o Almirante, más decisões políticas ditaram o fracasso e os atrasos nas entregas.

Quando estiver pronto, este navio vai patrulhar, vigiar e fiscalizar as águas costeiras e oceânicas de jurisdição nacional, mas também pode apoiar, proteger e controlar actividades económicas, além das operações no âmbito da busca e salvamento no mar.

O navio patrulha “Viana do Castelo” tem o nome da cidade onde foi construído. Hoje deixa os estaleiros para marcar presença nas comemorações do dia da Marinha, em Setúbal, onde vai estar aberto a visitas de 19 a 22 de Maio.

Carlos Veiga Anjos, presidente do conselho de administração dos estaleiros, entende estarem abertas novas oportunidades de negócio. “É nós montarmos uma máquina comercial que seja capaz de vender estes navios a outros países com costa de uma certa extensão e tenham necessidade de se proteger."