O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
|

Pais do Amaral detecta “conflito de interesses” na TDT

22 nov, 2012 • Ana Carrilho

Patrão da Media Capital considera que a televisão digital terrestre foi uma “oportunidade perdida” para os operadores em canal aberto “ampliarem a sua oferta”.

O presidente do grupo Media Capital considera que o processo da Televisão Digital Terrestre (TDT) foi mal conduzido e alerta para a existência de um conflito de interesses.

“Considero, claramente, que há um conflito de interesses, em que a distribuição do sinal da televisão digital terrestre seja operado por uma operador de uma plataforma de ‘pay tv’. É um claro conflito de interesses, porque esse operador, obviamente, não estará interessado em potenciar a televisão digital terrestre”, afirmou Pais do Amaral, esta quinta-feira, à margem do 22º Congresso das Comunicações, em Lisboa.

Para o patrão da Media Capital, a televisão digital terrestre foi uma “oportunidade perdida” para os operadores de televisão em canal aberto “ampliarem a sua oferta”.

“Já não há solução. Como as plataformas são tão fortes, pertencem a empresas com balanços tão fortes, podiam perfeitamente investir mais em canais temáticos nacionais e, obviamente, os candidatos a esses canais temáticos seriam os três grandes operadores de televisão em aberto”, argumenta.

Luís Marques, director geral da SIC, não se mostra tão pessimista, mas critica o facto da RTP, SIC e TVI não serem sequer consultadas relativamente à decisão de incluir um novo canal na TDT, o canal Parlamento.

"De repente, por decisão estranha aos operadores, é introduzido na TDT mais um canal, independentemente de se saber se o canal lá deve estar, provavelmente até lá deve estar, não é isso que está em causa, mas é bom que isso seja consensualizado com todos. Os operadores é que estão a pagar a TDT", sublinha Luís Marques.