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Comerciantes condenam greve dos estivadores e pedem intervenção do Governo

07 nov, 2012

“É uma vergonha uma meia dúzia de pessoas a brincar com o povo e a economia", acusa o presidente da associação. Os novos pré-avisos de greve referem-se ao período entre os dias 21 e 27 de Novembro.

A Associação Comercial de Lisboa insiste na necessidade de o Governo avançar para a requisição civil para minimizar os feitos da greve dos estivadores. O presidente da associação reage assim ao novo pré-aviso de greve nos portos nacionais. 

“Já passou o momento, há muito tempo, de o Governo tomar uma posição de autoridade que garanta que acaba com esta greve”, defende, Bruno Bobone.

“Isto é uma vergonha, que haja uma meia dúzia de pessoas que esteja a brincar com todo um povo, com toda uma economia, gente que já está a sofrer enormemente na sua vida, e há um conjunto de pessoas que felizmente está muito bem na vida que estão a prejudicar o país e está-se a permitir que isto aconteça”, lamenta.

“Portanto o Governo tem de manifestar a sua autoridade e resolver isto de uma vez por todas”, insiste ainda o presidente da Associação Comercial de Lisboa.

Os novos pré-avisos de greve entregues referem-se ao período entre os dias 21 e 27 de Novembro, estando já marcada uma paralisação de 24 horas para o último dia deste período. Até lá, entre domingo e terça-feira praticamente todos os portos portugueses (à excepção de Leixões e Sines) irão estar paralisados.

No dia 14, os trabalhadores dos portos irão associar-se à greve geral convocada pela CGTP.

Esta onda de greves iniciada a 17 de Setembro foi motivada pelo facto do Governo ter aprovado uma proposta de lei relativa ao regime do trabalho portuário uma semana depois de ter chegado a acordo com alguns sindicatos, afectos à UGT e operadores portuários, com o objectivo de aumentar a competitividade dos portos nacionais.

Esse acordo vai permitir descer a factura portuária entre 25 a 30%, de acordo com o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, mas os sindicatos dos trabalhadores portuários entendem que com esta revisão da legislação ficam em causa os postos de trabalho.