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Governo quer que empresa devolva dinheiro após projecto falhado

Despacho foi assinado por Paulo Portas e Álvaro Santos Pereira

  • Áudio Suspenso projecto da RPP Solar. Peça de Ana Carrilho.

Contrato entre agência do Governo e empresa privada fica sem efeito. Caem quase dois mil postos de trabalho, previstos para Abrantes.
06-08-2012 20:03

O Governo rescindiu o contrato de investimento entre a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a empresa RPP Solar, no valor de mais de mil milhões de euros, para a construção de um equipamento de três unidades industriais para fabrico de painéis fotovoltaicos, painéis térmicos e silício de grau solar. A empresa terá que devolver todo o dinheiro que recebeu, com juros.

Dois anos depois de celebrado o contrato, o Governo entendeu que a RPP não só não executou o projecto nos prazos legais, como não mostra ter as condições de financiamento necessárias para o realizar. Um despacho assinado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, e pelo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, determina a rescisão, mas também a obrigação de a empresa repor com juros os incentivos financeiros que terá recebido.

A Renascença já tentou ouvir as diversas partes envolvidas no processo, mas, até ao momento, sem resultados.

A falta de cumprimento do projecto levou à decisão do Governo, publicada esta segunda-feira em Diário da República. Há dois anos, a RPP Solar – Energias Solares, S.A. assinou o contrato com a AICEP. Trata-se de um investimento de 1052 milhões de euros, beneficiário do regime especial do sistema de incentivos à inovação, a instalar em Abrantes e que poderia criar quase dois mil postos de trabalho.

Mas o tempo passou o projecto não avançou. À Câmara de Abrantes, que investiu mais de um milhão de euros e que concedeu à RPP a isenção de taxas municipais, o empresário Alexandre Alves, promotor do investimento, justificou no início do ano o atraso com a dificuldade em obter financiamento num contexto de grave crise económica.

A questão nunca terá sido pacífica na Câmara de Abrantes, liderada pela socialista Maria do Céu Albuquerque. Entretanto, Alexandre Alves, também conhecido por “Barão Vermelho”, foi sendo confrontado com diversos processos judiciais entregues em tribunal por muitos fornecedores, a quem já deverá milhões de euros.

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Comentários (36)
  • » Snarf, Lisboa, 07-08-2012 11:12

    De acordo com os dirigentes da empresa, afinal a única ajuda que eles tiveram foi na construção de acessos aos terrenos das futuras fábricas. Onde a câmara terá expropriado alguns terrenos e adquirido outros, que usou para projectar os acessos. Um desses terrenos, terá sido sedido por 20 anos à SPP a título de um pagamento de 100000 euros por parte da empresa. Terreno esse que a câmara terá adquirido por, perto de, 1 milhão de euros. A grande fatia dos benefícios que a empresa tinha acordados eram em isenção de segurança social e impostos, pós ínicio da operação. Como isso não aconteceu, eles não beneficiaram em nada. O interessante é que o ministro dos negócios estrangeiros, levou esta ideia para reuniões na Turquia e em Angola. Mas, era como Portugal sendo o comprador de 60 mil milhões de equipamentos até 2030. Seria era interessante saber se este é mais um ao estilo do magalhães, onde o governo rasga o contrato, faz declarações que querem recuperar milhões... e vão fazer contratos para aquisição de equipamentos iguais a empresa estrangeiras pelo triplo do preço. Perguntem ao ministro da educação quando é que vai pagar pelos novos 4000 computadores que o ministro dos negócios estrangeiros adquiriu nos USA quando lá esteve... computadores esses que também são fabricados em Portugal por 4 empresas e que os vendem por metade do preço que o governo pagou.
  • » Hugo Graça, Lisboa, 07-08-2012 7:48

    Claro que teria que ser um insucesso. Fazer paineis voltaticos. Isso é para os Chineses . Porque nao fazem projectos para fabricarem enxadas que bem vamos precisar.
  • » José Gomes, Sintra, 07-08-2012 7:23

    Mais um produto financeiro da Máfia Socrates
  • » bobo, lisboa , 07-08-2012 6:53

    só Sócrates acreditou no Barao Vermelho Quem não se lembra da (FNAC) imobiliária, iogurtes no final do prazo ligaçoes ao PCP e Benfica (Sócrates o PS), foram uma desgraça para Portugal para os portugueses e os terrenos sedidos pela camara a preço cimbolico?
  • » Kimba, Barreiro, 07-08-2012 3:11

    António Oliveira, Lisboa, 06-08-2012 22:58 Seguindo o que disse, gostaria também de saber se este governo irá "descobrir" o contrato dos submarinos com as 24 adendas, que o anterior governo bem tentou encontrar... mas deve ter ido "por engano" nas mais de 160000 fotocópias que o actual ministro dos negócios estrangeiros tirou na madrugada que o governo foi demitido. É que nessas adendas (que o lado alemão possuí) está dito que o consórcio iria investir quase 2 mil milhões de euros nos estaleiros do Alfeite, que iriam permitir reparar os submarinos cá em Portugal sem necessidade deles terem de ir à Holanda ou Dinamarca. Lá esse negócio deu prisão para 4 membros da empresa... onde foi comprovado que pagaram mais de 100 milhões de euros em luvas a membros do governo português. Só que faltam as adendas ao contrato que o governo têm na sua posse, para poder avançar com alguma coisa. Como a cópia enviada pelos alemães só está assinada pelo ministro da defesa da altura, não é possível verificar a quem foram pagos os 100 milhões, pois faltam os documentos de pagamentos extra, que deviam estar com a cópia portuguesa. Pelo menos, 34 milhões já foram legalizados por um ex-membro do CDS, graças á hipótese que este governo deu de legalizarem o dinheiro que tinham fora do país. Depois há os valores do Pandur. Essa grande negociata onde o ministro da defesa da altura, mandou baixar a blindagem dos carros de combate, para um valor similar aos carros que usamos todos os dias... também aqui faltam adendas e surgiram várias facturas falsas, no valor de 84 milhões de euros. Também aqui serviços feitos por empresas sedeadas em paraísos fiscais e que não deixam rasto de quem recebeu o dinheiro extra... Por outro lado, as mesmas pessoas que fizeram isso, estão agora a pedir 200 milhões de indeminização à empresa que eles próprios contrataram para montar os PAndur cá em Portugal. Situação que está a fazer os 123 veiculos que ainda estão em caixores, irem apodrecendo numa das tais fabricas com investimentos gigantescos que iriam dar milhares de postos de trabalho...
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  • » Saky, Lisboa, 07-08-2012 2:58

    Acho giro é o governo andar a cancelar estes contratos todos e fazer uma festa que vai poupar milhões... mas, no caso de um contrato assinado em Outubro de 2011, continuam a defender 3 consórcios ligados ao petróleo. Neste momento 46 dos 50 ordenados mais elevados declarados em Portugal são de pessoas ligadas a esses 3 consórcios que estão a fazer pesquisa de petróleo na costa portuguesa. Até 2011 eles também já tinham feito várias perfurações... só que, no novo contrato, o actual governo deu-lhe isenção fiscal de segurança social e IRS. (para além do IRC que já vinha do antigo contrato) Com esses benefícios, foram 42 dirigentes, onde cada um recebe mais de 30 milhões de euros anuais só em vencimentos, que deixaram as bases das empresas e passaram para Portugal. Apesar de não existirem registos que eles, sequer, cá tenham vindo. Ou a operação de Neves-Corvo, onde a empresa que ganhou a exploração das minas recebeu 200 milhões já no ínicio de 2012, para facilitar o tal investimento de 2000 milhões da Rio Tinto... que não aconteceu, porque a Rio Tinto descobriu que a tal empresa têm isenção de impostos até 2050... e o governo só lhe garantia a isenção até 2020.
  • » Paulo Ferreira , Lisboa , 07-08-2012 0:42

    Mas um caso em que correram muitos milhões para os bolsos de alguns
  • » JP, Porto, 07-08-2012 0:41

    Triste, triste é a perda de tantos potenciais postos de trabalho numa altura que o país tanto precisa deles...
  • » não tão distraido como os comentadores, Coimbra, 07-08-2012 0:34

    Meus amigos com ideais mas sem ideias, este caso já é conhecido à muito tempo como um caso falhado. É verdade que a negociata foi feita entre o sr. Barão Vermelho e entidades públicas no temo do anterior governo, mas daí não resulta logo que tenha sido premeditado a falsa negociata de forma a que os portugueses na figura do governo (com governates) ou outra entidade pública tenham "dado" dinheiro à RPP, que, como se disse aqui não fez nada, que lhe peçam os €€ de volta é correcto, e, o invistam em algum empreendimento rentável e "sustentável". Lembrem-se que em paralelo o anterior governo "patrocinava" a instalação de muitos painéis solares que produziriam energia elétrica a ser vendida à EDP que a venderia mais barata aos consumidores. Como compensar a diferença? Com as famosas rendas que vinham dos impostos.
  • » J.Teodósio, Sintra, 07-08-2012 0:32

    Nunca dei nada por este projeto. Quando dele tive conhecimento, e quem era o empreendedor (Barão Vermelho) (Ex-dirigente da Cooperativa FNAC - Ar condicionado) e ex-candidato ao meu Clube. Comentei com um meu colega, que também usa barba de três dias, e foi seu próximo colaborador na fábrica de ar condicionados da Outurela-Carnaxide. Aposto que isto não vai dar em nada e mais não é,que.! "mais uma golpada do A.Alves" Acertei em cheio.!! Em terra de cegos, quem tem olho é rei..!! Onde é que esta gente do AICEP - Tio Basílio, andava com a carola..!!! É que estoirar o dinheiro dos contribuintes é facílimo.
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