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Procuradores rejeitam trabalho suplementar não remunerado

Magistrados apontam regras contraproducentes na reforma judiciária

Num parecer à reforma do mapa judiciário, a que chama “ambiciosa”, o sindicato lembra que a instalação de comarcas experimentais levou a atrasos significativos nos processos.
02-08-2012 21:43

Os magistrados do Ministério Público estão contra o trabalho suplementar não remunerado. Diz o sindicato destes profissionais que o novo mapa judiciário prevê isso mesmo, desde que o trabalho seja feito dentro da mesma comarca.

No parecer a esta reforma, enviado aos órgãos de comunicação social,  o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) recusa que sejam atribuídas funções adicionais aos procuradores e que a regra seja a do não pagamento.

No mesmo documento fala-se na mobilidade dos recursos dentro da comarca e da gestão dos processos por objectivos, duas regras que podem, segundo o sindicato, ser contraproducentes e violar a autonomia dos magistrados.

Por fim, o mesmo documento adianta que a reorganização dos tribunais portugueses é ambiciosa e pode potenciar elevados riscos se não for feita de forma cuidada e com os necessários suportes informáticos.

O sindicato lembra que a instalação das três comarcas experimentais em 2009 fez com que os processos só pudessem começar a ser despachados normalmente mais de um ano depois.

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Comentários (1)
  • » João Rodrigues, Porto, 03-08-2012 9:27

    Parece que acabou o estado de direito e a separação de poderes; estão a transformar os magistrados em trabalhadores do estado, ao serviço do executivo. Os incompetentes políticos sem formação, aos serviços dos gananciosos financeiros, que especulam em coisas que não existem, fazendo dinheiro com dinheiro, destruindo a malha produtiva e mercado, ao serviço da lógica trabalhar pouco, nada produzir e roubar muito, pois quem faz dinheiro com dinheiro não produz, estão a minar o estado de direito, e com o tempo eles próprios, porque sem os outros não somos nada. No fim andamos todos a trabalhar para um sistema financeira abstracto que há de nos engolir a todos, e gente querendo trabalhar sem trabalho, gente com fome e terras por trabalhar, porque quem está a frente, não sabe gerir, e não tem princípios.
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