O ambiente está mais calmo nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Sacavém, mas estão prometidos novos protestos para esta noite: 65 dos 80 bombeiros estão parados e só admitem voltar ao serviço caso a direcção se demita.
À Renascença, Luís Rocha, porta-voz dos bombeiros em protesto, acusa a direcção de "ingerência" nas questões operacionais do quartel, o que está a pôr em causa o socorro prestado.
Ao final da tarde, vários elementos vão recolher assinaturas, nas imediações do quartel, para conseguirem convocar uma assembleia-geral e destituírem esta direcção.
Cerca de metade dos 92 bombeiros voluntários de Sacavém entregou, na noite de quarta-feira, o equipamento e fechou-se no quartel. Estes elementos já tinham iniciado uma greve ao serviço de socorro em 26 de Junho e só admitem voltar ao serviço com uma nova direcção.
Ricardo Figueiredo, comandante dos Bombeiros Voluntários de Sacavém, revelou que o comando tem tentado "promover um diálogo com as duas partes, mas tem sido bastante difícil".