Pedro Passos Coelho esteve esta segunda-feira no quartel da Guarda Nacional Republicana em Queluz e no final da visita disse ser preciso uma maior colaboração entre forças policiais e pôr de lado rivalidades.
O primeiro-ministro considerou que, "no âmbito da segurança interna, a multiplicidade de intervenientes, conjugada com uma manifesta confusão conceptual do modelo, em que as atribuições e competências de cada um não são claras, chegando nalguns casos a ser sobreponíveis ou contraditórias, conduziram a concorrências e a conflitos indesejáveis que se traduzem num sistema mais dispendioso e menos racional do que o desejável".
No final da visita à GNR de Queluz, Passos Coelho afirmou ainda que o Governo quer fazer uma "clarificação do sistema policial português", explorando sinergias, reduzindo custos, eliminando conflitualidades e distinguindo competências, sem desenvolver como é que será feita a “clarificação”.
Segundo o jornal “Diário de Noticias”, existem 1.700 elementos com funções iguais em unidades de reserva da GNR e da PSP.
Importa agora perceber se o Governo tenciona aplicar as conclusões do estudo que o PSD encomendou a um grupo de peritos, durante a campanha para as últimas legislativas.