A CGTP vai homenagear antigos dirigentes sindicais num encontro que decorre este sábado, em Lisboa, mas os sindicalistas socialistas, apesar de terem participado na organização, já anunciaram a ausência.
Os membros da tendência socialista participaram na organização do evento e desde o início foram apresentando propostas que em seu entender, reflectiriam a pluralidade da central. No entanto, muitas ficaram pelo caminho, vetadas pela maioria comunista, denunciou o socialista Fernando Gomes, em declarações à Renascença.
Para Fernando Gomes, o objectivo é mostrar aos trabalhadores que a CGTP só tem uma sensibilidade: a comunista, pondo assim em causa, por um lado, a pluridade de opiniões, por outro, a unidade, que sempre caracterizaram a central com 42 anos.
O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, não quis comentar a decisão dos sindicalistas socialistas mas fez questão de sublinhar os princípios da pluridade e da unidade. Por outro lado, defendeu o papel dos comunistas.
Os socialistas contestam ainda o facto de não ter sido organizada uma homenagem especial a Manuel Carvalho da Silva, o anterior secretário- geral que dirigiu a central nos últimos 25 anos.