No encerramento do encontro nacional da Pastoral da Saúde, em Fátima, o ministro Paulo Macedo ouviu um apelo para não deixar cair o Serviço Nacional de Saúde nas mãos de lobbies económicos. O pedido foi feito este sábado na sessão de encerramento pelo bispo auxiliar de Braga, D. Manuel Linda.
“Não percamos em Portugal este nosso propósito tão humanista – e que é um dos pilares do Serviço Nacional de Saúde – do acesso universal há saúde e aos medicamentos. Digo acesso universal, não digo gratuito, porque pode ser uma imoralidade quem tem muitíssimo receber de graça e quem não tem nada ficar ao mesmo nível. Peço, senhor ministro da Saúde, em nome dos pobres e, por amor de Deus, não deixe transformar a saúde dos portugueses num negócio de lobbies”, disse.
Perante este apelo do responsável da comissão episcopal pela pastoral da saúde, o ministro Paulo Macedo responde que é precisamente o que o Governo está a tentar fazer.
Neste encontro da pastoral da saúde houve outros apelos ao Governo, um deles do administrador do hospital de São João, no Porto, para que sejam extintos os subsistemas de saúde que considera uma forma de financiar o sector privado. No entanto, Paulo Macedo tem outra opinião.
“A ADSE tem um papel a desempenhar que não é comparável com o do Serviço Nacional de Saúde enquanto sistema universal para todos os portugueses. O Serviço Nacional de Saúde tem que manter-se universal e sustentável, os outros sub-sistemas têm que seguir o seu caminho, mas com metas muito específicas em termos de peso para o erário público”, refere o ministro.