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“É uma decisão extraordinária, de ruptura com o conservadorismo do direito bancário”

  • Áudio SEFIN elogia decisão do Tribunal de Portalegre

  • Áudio António Júlio Almeida espera que o caso faça jurisprudência

António Júlio Almeida, da Associação de Consumidores de Produtos Financeiros, aplaude a decisão do Tribunal de Portalegre em julgar saldada a dívida de uma casa entregue ao banco.
28-04-2012 14:34
“É uma decisão extraordinária, de ruptura com aquilo que é o conservadorismo do direito bancário até agora e da jurisprudência sempre favorável aos bancos e sempre em desequilíbrio e em desfavor dos devedores". A decisão agora introduz "equilíbrio e justiça”, elogia António Júlio Almeida, da Associação Portuguesa de Consumidores e Utilizadores de Produtos e Serviços Financeiros (SEFIN), em declarações à Renascença.

A SEFIN aplaude a decisão do juiz que dita a entrega de casa ao banco, saldando assim toda a dívida do crédito. A sentença do tribunal de Portalegre, que já transitou em julgado, é inédita em Portugal e pode fazer jurisprudência.

António Júlio Almeida espera que assim seja, não só no crédito à habitação, mas também noutras matérias: “Que esta visão seja alargada a muitas outras matérias porque é de ao menos isto que os clientes financeiros necessitam. Toda a jurisprudência, todo o exercício de direito bancário é menos favorável aos consumidores financeiros”.

“A perda de posição relativa em termos negociais, dando muitas vezes situações de contencioso, sempre em desequilíbrio, sempre em desfavor em relação aos bancos. Que isto sirva de exemplo também para outros casos,” conclui António Júlio Almeida.

A sentença divulgada este sábado pelo “Diário de Notícias”, é de Janeiro deste ano. Já transitou em julgado e é definitiva.

A norma é o banco avaliar a casa a preços de mercado, ficar com o imóvel e exigir ao cliente o pagamento do valor remanescente do empréstimo.

Em Portugal, só nos primeiros três meses do ano foram entregues aos bancos 2.300 casas, uma média de 25 por dia.
 
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Comentários (90)
  • » Jose, Portimao, 29-04-2012 11:24

    Pois é. Isto sim é um Senhor juíz a sério. Os Senhores dos Bancos têm feito o que querem e lhes apetece com as contas dos clientes, Tem sido pága e não bu..fes.
  • » joao duran, lisboa, 29-04-2012 11:21

    Sao medidas firmes e justas como esta , tomadas por um Homem que certamente é um homem justo e sem medo que trazem alguma esperança nesta hora tao dramaticamente amarga para uns bons milhares de portugueses. Pensem nas pessoas srs governantes. INVISTAM MA FORMAÇAO HUMANISTICA de quem comanda os nossos destinos. Olhem que a história repete se .Qual acham os srs que comamdam os destinos deste pais, que vai ser a reaçao das pessoas que se vêm despojadas dos seus bens e das suas casas , tendo muitas vezes lutado a vida inteira por isso??? Talvez mais uns tempos e se verá.
  • » Mariyana Ivanova Ramova, lisboa, 29-04-2012 0:53

    Só vou dizer bravo Portugal, cá no vosso pais ainda existe justiça.Parabéns! Isso deve se aplicar e em Bulgária, mas se calhar depois das 100 anos!!!
  • » george, porto, 28-04-2012 23:39

    Agora sim. A partir de agora é que os bancos so vao financiar a 50% ou menos. Depois de ler alguns comentarios, ate duvidei que vivessemos todos no mesmo pais, porque, quando oiço falar de taxas agiotas por parte dos bancos, lembro-me que a maior parte dos contratos de credito habitação estao com taxas de cerca de 2% (euribor de 1.2% e spread de 0.8%), e os depositos a prazo estao a render cerca de 4%. se isto é agiotagem!!!!!???????. Eu contunuo a pagar menos de prestação ao banco do que o que teria de pagarde aluguer por uma casa identica (ainda este mês a prestação reduziu quase 50€, será que o senhorio também desce as rendas), mas claro que, ´só estou a pagar o emprestimo da casa, enquanto que muita gente esra a pagar o emprestimo da casa, carro, mobilias e outras coisas mais.
  • » Maria, Coruche, 28-04-2012 23:25

    Parece-me importante a partir de agora não fazer sentido a figura do fiador impondo-se a cessação das suas responsabilidades nesta matéria, uma vez que a introdução desta figura jurídica assumia uma responsabilidade perante a dívida constituindo uma garantia dupla acrescida, a favor da instituição bancária, facto que lhe tem dado um protagonismo exacerbado, com excesso de poder, até aqui intocável, com o apoio do poder instituído, o que nunca fez sentido em regime democrático, até porque a mais nenhuma instituição era concedido esse privilégio.
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  • » jopir, lixa, 28-04-2012 23:14

    Este juiz já ganhou o CÈU.Que DEUS lhe pague.
  • » Fernando, Ponte de Lima, 28-04-2012 23:11

    É UMA DECISÃO SÉRIA, COM ÉTICA E HONESTIDADE MORAL E JURIDICA. NA VERDADE O BANCO QUANDO EMPRESTOU DEU UM VALOR À CASA E EMPRESTOU COM BASE NESSA GARANTIA E VALOR E POR ISSO ATÉ DEVIA DE FICAR SALDADA A DIVIDA E MAIS, SE O CLIENTE DEU MILHARES DE EUROS, mensalmente em prestações, DEVIAM AINDA RECEBER A DIFERENÇA ENTRE O QUE PAGOU E O VALOR DA CASA, MAS INFELIZMENTE E IMORALMENTE OS AGIOTAS E USURAS PORTUGUESES, VENDEM A DESBARATO, PREÇOS DE SALDO ETC., POSSIVELMENTE PARA FUNCIONÁRIOS E AMIGOS ETC. PORQUE JÁ RECEBEU MILHARES DE EUROS ... E O QUE VIER É MAIS AQUELA PARA SOMAR O LUCRO ... AFINAL AINDA HÁ ALGUMA JUSTIÇA ... GRAÇAS A DEUS E FELIZMENTE !.
  • » Lesado, Porto, 28-04-2012 23:11

    A comunicação social também devia voltar a divulgar as burlas que o MILLENNIUM BCP fez e que arruinou muitas famílias, muitas das quais estão isoladas e não têm meios de defeza. Divulguem a sentença do Tribunal de Ponte da Barca em que o Millennium bcp moveu uma acção executiva contra um cliente a quem o bcp vigarizou, mas o Juiz apercebeu-se da vigarice e condenou o Millennium bcp a indemnizar o cliente em de340.000,00€. A vigarice foi com as acções BCP na gigantesca burla a que apelidou de "CAMPANHA ACCIONISTA BCP" na época de Jardim Gonçalves, mas as administrações posteriores prosseguiram com a extorsão, passando por Paulo Teixeira Pinto, Filipe Pinhal, Armando Vara/Carlos Santos Ferreira e actualmente com Nuno Amado. Ver processos de contra-ordenação da CMVM, do BdP e de acusação do Ministério Publico.
  • » manuel patricio, LISBOA, 28-04-2012 22:57

    vAMOS ADMITIR QUE O CASA DO FILHO DO SENHOR DE LISBOA (MVA)foi comprada com, pelo menos, uma parte do dinheiro que ele (PAI) lá depositou e que constituiam as suas poupanças. PORTANTO FICA TUDO BEM: o filho não paga ao Banco e o Banco não paga ao Pai os juros e o capital a que este tem direito.
  • » Nelson Costa, Porto, 28-04-2012 22:46

    Espero que os juizes comecem a aperceber-se das vigarices que os bancos cometem, que até agora essa Mafia com os conhecidos advogados de que dispõem conseguiam embrulhar os juízes. No caso do crédito à habitação os bancos sobreavaliam as casas e induziam os clientes a solicitar mais créditos para mobílias, viagens, automóveis isto com a garantia da hipoteca da casa. Por sua vez os banqueiros criavam objectivosde crédito astrnómicos para a rede comercial cumprir. Agora se os bancos foram os vigaristas aguentem com as consequências. Parabens pela sentença, naturalmente que a Maçonaria e o Opus dei estão tristes. Amen.
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