É como o "jogo do gato e do rato", diz João Goulão. O presidente do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) explica que todos os anos surgem novas drogas, fabricadas em laboratório, e que basta introduzir pequenas variações para escaparem à lista de drogas ilegais.
“À medida que os países vão colocando na lista de substâncias proibidas uma nova substância, aparece uma nova, com pequenas alterações. É uma nova substância e, como tal, não está listada e escapa ao controlo das autoridades”, explica João Goulão.
O relatório anual da Agência Europeia da Droga diz que, no ano passado,
foram detectadas 49 novas substâncias sintéticas, procuradas sobretudo através da internet e de lojas especializadas e alerta para um fenómeno à escala mundial que está a evoluir muito depressa.
João Goulão diz tratar-se de “um problema técnico e político importante, ao qual as instituições da União Europeia têm dedicado muita atenção”.
“Penso que nos encaminhamos para o encontrar de soluções mais ágeis e mais eficazes para contrariar este fenómeno”, argumenta.
As soluções em causa podem passar por um novo método de classificar as substâncias ilegais, de forma impedir o aparecimento de novas drogas que escapam à lista de substâncias proibidas.