A ministra da Agricultura deu início, esta segunda-feira, no Alentejo, ao concurso de disponibilização de terras do Estado para o cultivo através de contratos de arrendamento. Nesta primeira fase, são 600 hectares de terra que restam da reforma agrária.
“Se o Estado conseguir arranjar mais terra e pôr os jovens agricultores pagando uma renda, é mais fácil do que ir ao mercado buscar capital para investir na terra”, considera Rodolfo, 30 anos. O agricultor em actividade é também candidato ao arrendamento da parcela a partir de agora disponível através de concurso público: 156 hectares da Herdade do Zambujeiro, no concelho de Viana do Alentejo.
A ministra da agricultura, Assunção Cristas, pretende que o processo seja dinâmico. “À medida que temos terra que é identificada, no caso estas que ainda vêm da reforma agrária que estão disponíveis, colocamo-las para os mais jovens agricultores.”
“De hoje para amanhã, estamos a fazer o levantamento, que está já praticamente terminado, das terras das direcções regionais e colocamo-las também. Entretanto, a bolsa de terras está no Parlamento vai ser aprovada. A partir daí, tudo o que o Estado identificar como estando disponível põe através da bolsa de terras”, explica a ministra.
O Governo pretende "contribuir para o aumento da produção nacional" no sector agrícola e, por outro lado, combater o abandono de terras.
A Renascença procurou mais esclarecimentos sobre o programa da bolsa de terras junto da ministra Assunção Cristas, mas não obteve resposta.