O ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, nega que o Governo tenha tenha pedido um estudo sobre o aumento da idade da reforma dos 65 para os 67 anos.
“Nós não temos nenhum estudo nesse sentido nem pedimos estudos nesse sentido”, garantiu Pedro Mota Soares, em declarações à RTP.
“Ainda no outro dia ouvi um militante e penso que dirigente do Partido Socialista, o Eng. João Cravinho, a dizer que a idade de reforma devia aumentar para os 67 anos, mas não é isso que o Governo está a estudar. O que o Governo está a estudar é algo diferente, mas o Governo não está só a estudar, está também a tomar um conjunto de medidas para assegurar a sustentabilidade dos sistemas sociais”, frisou.
O ministro da Solidariedade e Segurança Social admite, no futuro, um sistema misto público-privado, porque, sublinha, "é essencial que a base do sistema seja pública, mas quando falamos de pensões muito elevadas, aí verdadeiramente já não estamos a falar de equidade social, já estamos a falar de gestão de poupanças e essa, porventura, não deve ser feita pelo Estado".
O ministro referiu que ainda esta semana o Conselho de Ministros aprovou “um conjunto de alterações a algumas prestações sociais, que também serve para garantir a sustentabilidade”, numa referência às mexidas no Rendimento Social de Inserção.
O jornal “Expresso” noticia que o Governo prepara o aumento da idade de reforma, dos 65 para os 67 anos, a subida da idade mínima para a reforma antecipada, dos 55 para os 57 anos, e a fixação de um tecto máximo para os valores a pagar aos reformados.