Pelo menos 23 civis morreram esta manhã em Homs, na Síria. Este é já o terceiro dia em que o cessar-fogo imposto pelas Nações Unidas é violado pelo governo de Bashar al-Assad.
Numa declaração, a partir do Cairo, Ammar Qurabi refere que “neste terceiro dia após o regime ter aceite o cessar-fogo” acordado com o enviado da ONU e da Liga Árabe para a Síria “já morreram pelo menos 23 pessoas”. Contando que “ontem à tarde morreram outros 12 civis”, o presidente do Observatório Sírio dos Direitos Humanos afirma que “nestes três dias terão morrido mais de 40 pessoas”.
Nos últimos dias, também as províncias de Idlib – junto à fronteira com a Turquia – e de Hama, no centro do país, foram visadas pela artilharia do exército governamental o que, segundo Ammar Qurabi, “viola o plano Annan” que prevê a retirada das tropas e o desarmamento das zonas onde se concentram as bolsas de resistência ao regime.
“Para nós, o mais importante é que as pessoas possam demonstrar o seu descontentamento contra o regime sem que haja uma reacção violenta por parte do exército”, diz.
Em declarações à Renascença a partir do Cairo, onde está sedeado o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, Ammar Qurabi acrescenta que tem em seu poder “imagens de bombardeamentos do exército regular junto às fronteiras com o Líbano e com a Turquia, visando campos de refugiados sírios”.
Por isso, conclui, “a situação é agora ainda pior do que no passado”.