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"Já nos disseram que havia militares prontos para nos virem buscar"

Mafalda Barros [à esquerda na foto] trabalha numa ONG na Guiné-Bissau

  • Áudio Terá sido decretado recolher obrigatório em Bissau

  • Áudio Dentista portuguesa teme mais "pelo povo"

Portuguesa na Guiné-Bissau explica que a população foi aconselhada a não sair de casa e conta que há rumores sobre a chegada de tropas portuguesas.
13-04-2012 17:49 por André Rodrigues
Já circulam rumores sobre uma eventual operação portuguesa em Bissau. A Renascença falou com uma cidadã portuguesa na capital guineense, que alude a isso mesmo. “Já nos disseram que se calhar havia militares prontos para nos virem buscar, mas em detalhe ainda não ouvi nada", refere Mafalda Barros.

Caso se confirme esse cenário, esta dentista, que está ao serviço de uma organização não governamental, hesita quanto à possibilidade de deixar o país: “Estou num orfanato com 150 crianças. Não sei se era capaz de me vir embora. Por outro lado, tenho a minha família à espera - é uma situação complicada.” 

Mafalda Barros confessa que o que mais a preocupa são as crianças de quem cuida: “Não tenho medo por mim, portuguesa. Tenho medo pelo povo, pelas crianças. Este país parece que dá um passo para a frente e dois para trás”.

Mafalda Barros descreve a situação actual em Bissau e refere que foi decretado um recolher obrigatório na cidade.

“De manhã, estava tudo mais calmo, as lojas abertas, mas agora está tudo a fechar e tudo a ficar com medo e a voltar para casa. Recebemos a notícia de que vai haver recolher obrigatório. Temos de estar em casa às 19h00 e fomos aconselhados a não sair sequer de casa”, conta Mafalda Barros.

Oficialmente, não há registo de que tenha sido decretado um recolher obrigatório.
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Comentários (21)
  • » Anonymo , Desemprego, 14-04-2012 2:04

    Não ficaria mais barato alugar policias gregos ou contratar as forças armadas espanholas? É que o mais certo é esta aventura dar origem a uma carta aberta (mais reivindicações, como subsidios para as mulheres que ficam em casa, subsidios para por os filhos nos colégios, etc) e a um consequente aumento de impostos.
  • » artur tavares, lisboa, 14-04-2012 0:47

    Espero que tudo se reslva pelo melhor. Mas há uma coisa que não entendo... O Sr.Portas(abertas e infelizes)diz que tem uma força naval e não sei que mais para ir a Guiné-Bissau,buscar alguns dos 3 000 Portugueses que por própria e livre vontade lá vivem e têm muitos os seus negócios. 1º-estão lá por sua livre vontade. 2ºA maior parte tem negócios ou familas com quem vivem. 3ºO que é que tropa portuguesa vai para lá fazer. 4ºPortugal,o nosso povo já faz muitos sacrificios dados os cortes feitos em todas a áreas. 5º Porque carga de água vamos gastar milhões para ir á Guiné-Bissau,País independente,com barcos e provávelmente aviões numa forma paternalista inaceitável,sob um pretexto idiota de ir resgatar Portugueses que são livres e escolheram ir ou ficar na Guiné-Bissau. 6º Para alêm de parecer um paternalismo intolerável,não me parece que esses Portugueses tenham pedido qualquer ajuda. 7ºOs gastos intoleráveis nessa operação,quando o País sofre a enorme crise que sabemos,mais parece o gasto intolerável de favor á Alemanha quando este mesmo ministro comprou dois sumarinos,inuteis e carissímos.Nem sabemos onde e o que estão a fazer...??? 8ºImagino como seria se o mesmo pensamento passasse pela cabeça do mesmo ministro se o resgate tivesse que ser em Angola,França,Alemanha,etc...ou Macau? aí eu gostaria de ver !? Demagogia da mais descarada. 9ºQuando a cabeça não tem juizo,o corpo é que paga. 10º Mas que grande Flop ! 9º O que me dá ideia é que quer botar figura Paternalista.
  • » Calpirius Lusitanus, Portugal, 14-04-2012 0:47

    Tão simples quanto isto; a Guiné-Bissau é um veículo do tráfico de droga. Não tenho a certeza se não haverá gente importante cá do burgo metida com os militares que garantem o comércio da droga. Quem hipotéticamente tiver condições para assumir o Governo naquele País, só aceitando as regras impostas pelos senhores da droga. De outra forma é para eliminar. Fácil.
  • » Manuel, Queluz, 13-04-2012 21:33

    A Comunidade internacional tem de facto que arranjar uma situação político/militar para este desgraçado país com a maior urgência possível. Portugal é um país pequeno e pobre, com falta de recursos e em crise, não tem condições para andar sistematicamente a ajudar a Guiné, sempre que existem golpes militares(que são recorrentes)..............
  • » Joao P., Queluz, 13-04-2012 21:32

    Guerra? Portugal só deveria invadir a Guiné com o apoio de Angola, Cabo Verde e Brasil no minimo, numa força conjunta para restabelecer a paz.
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  • » Manuel, Queluz, 13-04-2012 20:50

    Só quero dizer uma palavra: A Guiné é uma trajédia para Portugal!
  • » ze povinho, norte, 13-04-2012 20:22

    vamos tomar o poder e dar paz aquela gente k bem merece .
  • » Laranja, Almada, 13-04-2012 20:21

    Para o Sr(a) Picollini . . . è pena que comente sem conhecer a realidade. Em 1998 ocorreu situacao identica, com largas centenas de compatriotas nossos a serem evacudados de urgencia. A Armada esteve lá, pena que nenhum desses compatriotas nao seja seu familiar para lhe avivar a memoria. http://www.marinha.pt/PT/noticiaseagenda/revistadaarmada/Documents/1998/RA_315_DEZ98.pdf
  • » Guerra ou paz?, MX, 13-04-2012 20:05

    imaginemos que se da uma guerra... claro....haverá grandes custos mas futuramente nao iria melhorar Portugal financeiramente ??? isto é apenas uma pergunta
  • » Artur Campos, Lisboa, 13-04-2012 20:00

    Submarino?!!! Convoquem de novo o Alpoim Calvão e o Marcelino da Mata...
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