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Portugueses deixam o Algarve e os que podem vão para Cabo Verde

08 Abr, 2012 • Paulo Neves

Austeridade mudou os hábitos das férias da Páscoa e foram os mercados internacionais que vieram salvar o turismo.
Com a crise os portugueses estão a viajar menos, mesmo dentro de Portugal. Nesta Páscoa, quem saiu foi mesmo para fora de portas.

No Algarve, a Páscoa superou as expectativas, mas não pela procura interna. “As ocupações estão acima do que estava inicialmente previsto, atendendo à situação económica que o país atravessa e às medidas de austeridade. Por um lado, assiste-se a uma descida por parte do mercado interno e espanhol e, por outro lado, uma subida do nosso principal mercado fornecedor, que é o Reino Unido, o que, de alguma forma ajuda a compensar a descida que se verifica no mercado interno e espanhol”, afirma à Renascença o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, Elidérico Viegas.

O mesmo sentem os responsáveis pelo turismo na Madeira: os portugueses foram para outro lado e deram lugar aos estrangeiros.

“Esta época da Páscoa ficou abaixo dos anos anteriores. As ocupações são satisfatórias, mas aquém daquilo que é normal numa época como esta. O mercado que teve um resultado menos bom foi o nacional, que diminuiu significativamente as reservas para a Madeira nesta época do ano. E foi compensado pelos mercados internacionais, que cresceram”, indica João Welch, da Associação das Agências de Viagens.

Ao que tudo indica, os portugueses preferiram sair para fora do país. O destino mais procurado foi Cabo Verde, para onde os voos “charter” esgotaram.

“Foi um destino que se vendeu muitíssimo bem, teve bastante procura”, refere Nuno Anjos, do operador Soltrópico, adiantando que os Açores também tiveram “um aumento da procura” esta Páscoa.

A crise fez-se, assim, sentir nos principais destinos turísticos portugueses, mas os mercados internacionais vieram compensar um pouco a perda.