Sobre os incidentes no Chiado no dia da greve geral, o ministro da Administração Interna adiantou que “quando [a polícia] foi forçada a intervir fê-lo de forma legítima em reacção às agressões e para repor a ordem pública", sustentou, acrescentando que foi uma acção "nos termos da lei".
Miguel Macedo esteve esta quarta-feira no Parlamento a pedido do Bloco de Esquerda para explicar os incidentes e repetiu as ideias que constam dos dois despachos enviados pelo ministério (MAI). "Só depois de estar instalada uma situação de desordem pública" e dos manifestantes terem "provocado" e "praticado agressões aos agentes de autoridade" é que a polícia interveio”, sustenta.
Os despachos, um da Inspecção Geral da Administração Interna e o outro do próprio Miguel Macedo, assinado esta quarta, referem que houve excessos e que pelo menos três casos serão alvo de procedimentos disciplinares, mas concluem que no geral a acção da polícia foi adequada.
Destacando a actividade da polícia nos últimos anos, Miguel Macedo salientou que "não é o excesso de um, dois, três ou quatro agentes, que tiveram um comportamento desadequado que deve desmerecer o comportamento da PSP".
Miguel Macedo esclareceu ainda que os acontecimentos no Chiado surgiram numa manifestação que nada teve a ver com o desfile organizado pela central sindical CGTP. Segundo o ministro, a manifestação da CGTP decorreu sem incidentes.
A deputada Cecília Honório, do Bloco de Esquerda, considerou que o relatório da IGAI levanta "mais dúvidas" do que aquelas que tinha inicialmente.