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“A água é um direito e não um negócio”

22 Mar, 2012

Associação Água Pública dizque, em ano de seca, os administradores do Alqueva, no Alentejo, estão a propor “vender água aos agricultores”.
A Água Pública e outras 99 entidades pretendem reunir 40 mil assinaturas contra a entrega a privados da gestão da água. A iniciativa, inserida no âmbito da campanha “Água de todos”, vai percorrer várias sedes de concelho do país. O objectivo é fazer chegar ao Governo as reivindicações.

O recurso à água “em vez de ser um direito, passa a ser um negócio”, critica a presidente da associação, Luísa Tovar. “Estabelecem-se enormes monopólios que são como senhorios que põe como refém toda a população”, acrescenta.

A responsável revela o caso da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) que “já avisou que pode vender água aos agricultores que queiram”. Quando a criação da empresa tem origem em “interesses públicos e com fundos públicos” e que agora está “a vender a água como um negócio”, destaca.

A associação dá um exemplo de como transformar a água num comércio prejudica as pessoas. Com o aumento de preços, as pessoas não pagam, a água é cortada e os balneários públicos estão cheios “como nunca estiveram”, conta a presidente da associação.

Enquanto são recolhidas as assinaturas, a associação tem desde já marcada, a 12 de Abril, no Rossio, uma tribuna pública para discutir as questões relacionadas com a administração da água.

A acção reivindicativa contra os privados vai percorrer várias sedes de concelho do país.