Saiba o que está a ser afectado pela greve

22 mar, 2012

Governo anunciou que não vai divulgar os dados de adesão à greve. Num despacho, o secretário de Estado da Administração pública considera que a divergência de números com os sindicatos em nada contribui para o esclarecimento público.
Saiba o que está a ser afectado pela greve

Esta manhã são mais difíceis as deslocações, em particular na Grande Lisboa e no Grande Porto, por via da greve convocada pela CGTP. Os transportes estão a ser afectados embora só o metro da capital esteja totalmente parado.

Em Lisboa, há mesmo um número significativo de autocarros em circulação e, ao contrário do que chegou a estar previsto, estão a realizar-se várias ligações fluviais entre as duas margens do Rio Tejo.

Nos comboios da CP há serviços mínimos assegurados, mas, por exemplo, na Estação do Oriente, muitas pessoas ficaram algum tempo à espera de comboios sub-urbanos, uma vez que muitas destas ligações foram suprimidas.

Na Educação, a reportagem da Renascença fez uma passagem por três escolas da capital: na Secundária D. Dinis, em Chelas, estão reunidas condições para haver aulas uma vez que alguns professores e auxiliares compareceram ao serviço; na Escola Básica 2+3 Nuno Gonçalves, no Alto de São João, o portão está fechado; na Secundária Gil Vicente as salas de aula estavam a funcionar, ainda que não na totalidade.

Ainda pela capital, na extensão do centro de saúde do Alto de São João, quem chegava era atendido. O mesmo nas consultas externas do Hospital de São José. Por fim, uma passagem pelo aeroporto de Lisboa. Na Portela, os aviões partem e chegam sem atrasos, mas à entrada junto do edifício da TAP, um piquete de greve atravessava a passadeira vezes sem conta - tentando dissuadir quem se apresentava ao trabalho.

Já no Porto, o metro circula mas com algumas restrições. Quanto aos autocarros têm sido pouco numerosos. Segundo a agência Lusa, a PSP foi chamada a intervir nas estações da Via Norte e de Francos, para permitir a saída dos autocarros, tendo-se registado "ligeiros confrontos" entre o piquete de greve e agentes policiais, disse fonte sindical. Também no Porto, a PSP foi obrigada a intervir na Estação de São Bento onde o piquete de greve insistia em manter as portas abertas dos comboios que por ali passavam, de forma a impedi-los a seguir viagem.

Na área da Saúde, a reportagem da Renascença esteve nas consultas externas do Hospital de Santo António. Ao que foi possível apurar, neste sector, a adesão de médicos, enfermeiros e pessoal administrativo foi diminuta.

No Algarve, a Renascença deu conta de efeitos da greve nas escolas, serviços de saúde e na limpeza das ruas.

Já no Alentejo, em Évora,  durante a manhã, o sinal mais visível da paralisação foi no trânsito, com mais carros a circular pelas ruas da cidade.

No Centro do país, em Coimbra, a greve está a registar números de adesão abaixo das expecativas dos sindicatos. Transportes, saúde e educação são os sectores que estão a ser mais afectados. Na área dos transportes houve registo de problemas com o piquete de greve dos Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra.

Em Viseu, a União dos Sindicatos fala em adesão positiva no distrito. Algumas escolas encerradas, serviços de saúde a meio gás, por exemplo, no Hospital de São Teotónio regista-se uma adesão na ordem dos 60%. Neste distrito, a principal surpresa foi a Peugeot Citroen  de Mangualde. Segundo a União dos Sindicatos, na última greve a adesão foi inexpressiva e desta vez os números do turno da noite rondam os 40%.

Em Trás-os-Montes, em Chaves e Bragança, a reportagem da Renascença constatou que, pelo menos durante a manhã, os efeitos da greve pouco ou nada se fizeram sentir.