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Sem-abrigo condenado pelo tribunal por roubar champô e polvo

31 jan, 2012 • Dora Pires

Como, por definição, os sem-abrigo não têm residência, o réu continua incontactável e a pena por cumprir. Homem foi condenado a pagar 250 euros, após queixa do Pingo Doce.
Sem-abrigo condenado pelo tribunal por roubar champô e polvo
Um tribunal do Porto condenou um sem-abrigo a pagar 250 euros por ter tentado roubar um polvo e um champô, produtos que não chegaram a sair do Pingo Doce.

A tentativa de furto aconteceu há dois anos num supermercado do grupo Jerónimo Martins, no Porto. O sem-abrigo foi interceptado pela segurança da loja, à qual devolveu o polvo e o champô que trazia disfarçados na roupa.

O Pingo Doce manteve a queixa, o que obrigou o Ministério Público a avançar com a acusação e o caso chegou a tribunal.

Os juízes consideraram que um champô e um polvo não são bens de primeira necessidade e, por isso, condenaram o sem-abrigo a pagar 250 euros. A multa pode ser substituída por trabalho comunitário.

Como, por definição, os sem-abrigo não têm residência, o réu continua incontactável e a pena por cumprir.

[notícia corrigida às 19h41]