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É possível vencer a crise?

21 nov, 2011 • Vera Pinto

Numa altura em que a economia portuguesa atravessa um período negro, de forte contracção e em que todos os dias encerram empresas, a Renascença foi conhecer as histórias de sucesso. Começamos em Barcelos, com a “Cachada & Oliveira”.

Os sinuosos caminhos da crise não fizeram a “Cachada e Oliveira” tropeçar, ao contrário de muitas empresas da região de Barcelos.

Aqui, não existem motoristas, nem secretárias. Todos fazem tudo, como explica Isabel Cachada, uma das proprietárias da empresa, especializada na produção de vestuário para golfe. "Não temos secretária, não temos motorista, não temos quadros superiores. Todos somos tudo, tudo é feito por nós."

No mercado há quase 30 anos, esta empresa traçou desde cedo o rumo para alcançar o sucesso. Manuel Cachada, outro dos proprietários, revela o que foi feito: “Fugir do mercado tradicional, dos produtos tradicionais. Esse é o segredo da empresa. Apostámos num mercado em que a logística não compensa os mercados emergentes”.

Por isso, exporta 90% do que produz. Alemanha é a principal cliente, seguida da França, da Bélgica e de Espanha. Quanto a Portugal, Manuela Cachada, também proprietária, diz que não é opção: “O mercado português está a morrer. Os estrangeiros têm estado a aumentar em vendas”.

A empresa familiar conta, por isso, aumentar em 10% a produção no próximo ano.

Cachada & Oliveira Lda. 
Sector: Têxtil – especializada na produção de vestuário para golfe
Localização: Barcelos
Capital social: 25.500 euros
Trabalhadores: 55
Facturação: cerca de 1 milhões de euros