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Alguns locais turísticos dos Açores não aguentam tanta gente, avisa associação

18 jul, 2015

É o caso de alguns miradouros de lagoas, como a das Sete Cidades, onde “uma grande concentração de pessoas e viaturas” causa “efeitos negativos na acessibilidade” e más experiências para os turistas.
Alguns locais turísticos dos Açores não aguentam tanta gente, avisa associação
A Associação Ecológica Amigos dos Açores alerta para os perigos da sobrecarga de locais turísticos em São Miguel, nos Açores, na sequência do aumento do número de turistas.

“Tem havido alguns relatos de pessoas que nos contactam ou fotografias que são partilhadas nas redes sociais de situações onde possivelmente, em algumas das zonas onde se concentram mais pessoas, se excede um pouco a carga que estes locais podem admitir”, alerta este sábado Diogo Caetano, presidente da associação, em declarações à agência Lusa.

A entrada das companhias de aviação “low cost” na região, em Março, levou a um aumento do número de turistas.

Diogo Caetano refere o caso de alguns miradouros de lagoas, como nas Sete Cidades e na Lagoa do Fogo, donde chegam “relatos de uma grande concentração de pessoas e viaturas”, com “efeitos negativos na acessibilidade” e “em termos de potenciais riscos de degradação ou abandono de lixo”.

Noutras áreas mais pequenas, como é o caso da Caldeira Velha, na Ribeira Grande, há críticas sobre o facto de, nalguns dias, ter “um usufruto mais balnear do que propriamente de um monumento natural”.

Diogo Caetano considera que estas situações podem resultar numa má experiência para os visitantes e defende que a região “já deveria ter feito muito bem este trabalho de quantificação da capacidade de carga dos locais”, na sequência do aumento de turistas.

Para já, podia começar-se, diz, com “uma vigilância, nem que seja ocasional”, que vá promovendo uma política de proximidade junto dos turistas e disponibilizando informação.

“Defendemos desde Fevereiro, antes da entrada das ‘low cost’, que devem ser estudadas muito bem as capacidades de carga, quantas pessoas se podem afectar a determinado local ou quantas viaturas. Ter uma definição”, frisou.

Por outro lado, o director regional do Turismo, João Bettencourt, alega que “até à data há capacidade de carga suficiente” e “não têm existido” problemas de maior que suscitem intervenções urgentes da parte do Governo Regional.

João Bettencourt admite, ainda assim, que possa ser necessário “um reforço de funcionários” de manutenção destes espaços que estão sob gestão de diferentes organismos, quer do Governo Regional, quer das autarquias.

“Em todas as situações em que sejam apontadas situações por locais em que esta manutenção não está em devidas condições, nós intervimos logo no imediato para assegurar que os locais estejam sempre em condições de visitação”, garante.