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Nadadores salvadores querem mais praias vigiadas

30 set, 2014 • Maria João Costa

Devem ser as autarquias a contratar os nadadores salvadores, defende Federação do sector, que propõe a criação de uma taxa municipal.

Nadadores salvadores querem mais praias vigiadas

A Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores propõe mudanças na forma de contratar estes profissionais, a criação de uma taxa para assegurar salários e a redução do número de praias não vigiadas.

Depois de uma época balnear em que morreram sete pessoas, seis em praias sem vigilância, o presidente da Federação, Alexandre Tadeia, defende que está na hora de alterar uma lei com cinco décadas.

“Julgamos que a melhor forma de acabar com estas questões seria modificar o sistema de contratação dos nadadores salvadores em Portugal, que faz com que existam nadadores salvadores apenas onde existem concessões. Achamos que este sistema devia acabar e assim reduzir-se o número de praias não vigiadas”,  sugere Alexandre Tadeia, em declarações à Renascença.

A Federação considera que os nadadores-salvadores devem ser contratados pelas autarquias e propõe o pagamento de uma taxa municipal de protecção civil por parte dos comerciantes.

“A autarquia contraria nadadores salvadores não só para as praias do seu concelho, mas também para praias fluviais, piscinas, para realizarem acções de segurança aquática nas escolas, formação, etc…”, afirma Alexandre Tadeia.

Este Verão os nadadores salvadores realizaram 472 intervenções nas praias concessionadas e 195 em praias sem concessão, mas abrangidas por sistemas integrados de vigilância.