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Ministra das Finanças diz que a "recessão já passou"

06 set, 2014

Maria Luís Albuquerque considera que Portugal "tem de estar preparado para enfrentar um novo ciclo de crescimento económico".

Ministra das Finanças diz que a "recessão já passou"

“No caso português, a recessão já passou”, assegura Maria Luís Albuquerque. Para a ministra das Finanças, os dados do Eurostat publicados esta sexta-feira são um sinal claro de que Portugal está no bom caminho.

Maria Luís Albuquerque acredita que vai haver um novo ciclo de crescimento económico pelo que, apesar de não saber quando vai acontecer, “o país tem de estar preparado para o enfrentar”, até porque, “não será, provavelmente, um caminho sobressaltos”.

Para a ministra, esta é altura de apostar num melhor posicionamento para “aproveitar as oportunidades que o novo ciclo de crescimento trará”.

Maria Luís Albuquerque admite que o crescimento registado é baixo e falta ao país “dinamismo”, mas considera que, se os parceiros europeus e restantes economias do mundo também estão com dificuldades, “não seria de esperar que, Portugal conseguisse fazer melhor do que todos os outros, mas até conseguimos”.

O gabinete de estatística da União Europeia confirma que a economia portuguesa cresceu 0,6% no segundo trimestre de 2014, enquanto “o crescimento na Europa foi zero", lembra.

Um resultado que, apesar de ficar aquém do desejado, mostra que Portugal "está a convergir para o nível dos outros", considera.

Fazer mais, com menos
“Não se podem evitar os cortes no Ensino Superior nem no Ensino Básico, na Saúde ou na generalidade das áreas onde há uma intervenção pública”, admitiu.

“O que é pedido é que se sejam mais eficientes, que consigam produzir mais e melhores resultados com recursos mais reduzidos, que obrigam a uma melhor gestão".

A ministra das Finanças não se compromete com uma baixa de impostos no ano que vem, e diz que não seria realista fazer promessas nesta altura. Maria Luís Albuquerque reitera que Portugal tem que ser “responsável” e focar-se no cumprimento das metas do défice.

Sobre a possibilidade de antecipar o pagamento da dívida ao FMI, como parece ser intenção da Irlanda, a ministra esclarece que poderá não ser vantajoso para o nosso país, ao contrário do que acontece com Dublin, que tem condições diferentes e específicas.

Na aula na Universidade de Verão do PSD para a qual foi convidada este sábado, a ministra das Finanças deixou ainda um desafio à oposição para que se faça um debate sobre a divida pública no Parlamento, “o local certo para discutir o assunto”.

[Notícia actualizada às 13h20]