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Comerciantes e turistas lamentam lixo por recolher em Sintra

10 abr, 2014

Para minimizar os problemas de higiene urbana provocados pela greve, a câmara vai instalar 11 contentores de obras para depósito do lixo.

Os comerciantes do centro histórico da vila de Sintra e alguns turistas lamentaram esta quinta-feira o cenário "desolador" e o "cheiro insuportável" provocado pelo lixo espalhado junto aos contentores, devido à greve na empresa municipal de Higiene Pública.

Com vista para uma zona de contentores a abarrotar e outro tanto lixo espalhado no chão, Lucília Simplício, responsável por uma ourivesaria, considerou "inadmissível" o estado em que se encontra o local. "Uns lutam pelos seus direitos e outros é que sofrem. Isto dá uma péssima imagem da vila para o turismo. A Câmara de Sintra deveria fazer alguma coisa para minimizar esta situação", afirmou.

O responsável de uma vizinha loja de artesanato, António Fernandes, reforçou aquela opinião e manifestou-se contra a proximidade daquele ponto de contentores.

"Já várias vezes pedi à câmara que retirasse aqueles contentores , porque estão localizados junto ao posto de turismo, junto à igreja de São Martinho, e têm sempre um cheiro desagradável", disse.

Caminhando pelo centro histórico da vila de Sintra, verificam-se situações semelhantes no Largo Ferreira de Castro e diante do Hotel Sintra Jardim.

Juan e Susana, turistas espanhóis, admitiram à Lusa que o cenário "não é bonito". Também Jason e Emma, que vieram de Inglaterra visitar Sintra pela primeira vez, mostraram-se "encantados" com a vila, mas não deixaram de reparar no lixo espalhado.

A Câmara de Sintra comunicou hoje que, desde o início da manhã, está a instalar contentores de obras para depósito de lixo, com o objectivo de minimizar os problemas de higiene urbana. No total, estão a ser colocados 11 contentores nas zonas afectadas pela greve, de maior densidade populacional e de circulação de pessoas, nomeadamente em Algueirão-Mem Martins, Rio de Mouro, vila de Sintra, Belas e Casal de Cambra.

Esta greve não abrange Massamá, Queluz, Monte Abraão, Cacém, Agualva, Mira Sintra e São Marcos.

O protesto, convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), prolonga-se até sexta-feira, com o objectivo de defender remunerações, direitos e postos de trabalho no processo de extinção da HPEM, empresa municipal da recolha de resíduos e limpeza urbana em Sintra.